Projeto proíbe uso de agrotóxico que provoca câncer

Da redação, março de 2005

O deputado Edson Duarte (PV-BA), líder do partido na Câmara dos Deputados, apresentou projeto de lei nº 4.762/05 para banir a produção, comércio e uso de agrotóxicos que tenham como componentes ingredientes ativos pertencentes ao grupo químico organoclorado. O DDT, um inseticida superpoderoso, faz parte deste grupo.

Os produtos organoclorados, como o DDT, Aldrin, Napalm (o “agente laranja” jogado pelos Estados Unidos sobre o Vietnã), são venenos cumulativos, causadores de câncer, e, quando contaminam mulheres, se elas engravidam, geram crianças deformadas - sem braços, sem pernas, cérebros mal formados etc. Por isso, existe um movimento mundial para banir os organoclorados. No Brasil, a  legislação atual proíbe seu uso na agricultura, mas permite que seja aplicado no tratamento de madeira e combate à malária.

Na opinião do deputado, isto é uma falha é grave. Ele observa que a madeira, quando processada, gera o pó-de-serra (maravalha), que é utilizada como cama de frango. Esta, depois, vira adubo da agricultura ou alimento de gado. “Isto é, o organoclorado aplicado na madeira está chegando à mesa do consumidor como carne de gado ou de frango, nos ovos, frutas e hortaliças”, explica Duarte. “Existe uma cadeia ecológica que faz com que o pesticida aplicado à madeira entre na cadeia alimentar humana e animal; por isso, ou eliminamos em definitivo esse veneno que sabidamente mata pessoas e animais, ou ele estará na nossa mesa de uma forma ou de outra”, concluiu.
 


Agrotóxicos | Saúde | Ecologia

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