Mestre Bimba, a capoeira iluminada

Da redação, maio de 2005

É este o nome do mais novo documentário de longa metragem de Luiz Fernando Goulart, com imagens inéditas e raras do grande brasileiro afrodescendente que, conforme suas palavras, “tirou a capoeira debaixo do pé do cavalo”. “Se hoje a capoeira, o único esporte reconhecidamente de origem brasileira, filho de pais africanos, é motivo de orgulho para o nosso país em todo o mundo, com um alcance social que jamais tivemos, devemos isso ao grande Mestre Bimba”, diz Goulart.

Mestre Bimba, no dizer de muitos historiadores, foi um dos negros mais importantes de sua era em todo o mundo. ‘Iletrado’ nascido em 1900, em Salvador, quando morriam os últimos africanos do Brasil, viu sua obra reconhecida somente após sua morte, sendo agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia.

“No dizer de quase todos seus ex-alunos, Mestre Bimba não foi um capoeirista, nem um tocador de berimbau. Foi sobretudo um educador, um construtor de Homens com "H" maiúsculo e que jamais esqueceu as suas origens e sua herança cultural africana”, define Goulart.

Em “Mestre Bimba, a capoeira iluminada”, a história de Manuel dos Reis Machado – o Mestre Bimba – é contada por alguns dos seus principais alunos como Decânio, Itapoan, Acordeon, Nenel (seu filho), Xaréu, Camisa e muitos outros. São mais de 50 músicas e diversas rodas, filmadas com os mais modernos equipamentos e recursos de edição.

A pré-estréia mundial deverá ser no Rio de Janeiro e Salvador, em eventos internacionais de capoeira no mês de agosto. “Esperamos que breve o filme esteja por todo o Brasil e pelo mundo, em cinema e DVD”, conta o diretor.
 

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