| Poderia
ser no Brasil
Por Mario
Mendes Jr., maio de 2005
A participação de países africanos nos fóruns internacionais hoje é muito mais expressiva do que há uma década atrás, mais ainda não os colocam em posição favorável ao desenvolvimento macroeconômico. A grande variedade de conflitos políticos e de etnias atrasaram o processo de globalização. As variedades de matérias primas de exploração são imensas e mesmo assim consórcios internacionais são abertos para exploração em solo nativo. As políticas para o desenvolvimento sustentável são pautas de constantes convenções sobre a fomentação de negócios oriundos da maioria dos países do continente africano, as imensas reservas de petróleos e de diamantes são as portas de abertura para o capital internacional, digamos que uma política não declarada de parcerias publica privada, porém sem um consenso da população. Em muitas províncias a renda Per Capita é altíssima e ao mesmo tempo contraditória, devido à má distribuição destes recursos que ilusoriamente deveriam retornar aos seus verdadeiros proprietários. Com o início das repúblicas sócio-democráticas na África, este deveria ser o ponto de partida para o desenvolvimento sustentável, pois a independência provincial adquirida através de diversos conflitos civis cerca a maioria dos países do continente, mas com um grande problema a ser enfrentado: o da educação básica de ensino, praticamente inexistente em todo o continente, assim dificultando a escolha coerente de um governante em sintonia para com o desenvolvimento econômico e social. Exatamente como ocorre em nosso país, que só conseguiu consolidar a sua real democracia há um pouco mais de uma década. Como na África, em algumas regiões do Brasil o assistencialismo político ainda é o fator decisivo entre a escolha de qual o melhor e mais preparado candidato a governar uma república social-democrática. Obviamente que em qualquer mudança de regime político para um novo modelo democrático, a necessidade de inclusão em uma economia de mercado automaticamente surgirá, e com isto vem à onda ininterrupta de consumo e produção industrial, como exemplo, podemos citar a revolução industrial iniciada há nove décadas na Inglaterra. Naquele período poucos eram os países africanos que acompanharam este rumo de alavancagem industrial. É notório e, por incrível que pareça, hoje é que isto começa a se tornar uma realidade para África, pois com o final dos principais conflitos civis e com independência provincial de muitos países, vem trazendo a tona à necessidade de cada vez mais se incluírem em um mundo globalizado e nas economias de mercado, isto é, exportar seus produtos a preços compatíveis ao do mercado global, com prazo, preço e qualidade e não mais ficarem só a mercê das importações de produtos de base com taxações abusivas pré-estabelecidas devido ao “risco país” de suas economias. A luta pelo “apartheid” industrial nos paises Africanos parece que esta começando a dar sinais de esperança. “Ninguém
nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda
por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se
podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”. Nelson Mandela
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