| perseguição
política
Tenente PM é preso por pedir CPI Do
Jornal
do Brasil, 1/3/2005
O tenente PM Melquisedec Nascimento, do Grupo Especial Tático-Móvel (Getam), está preso desde a sexta-feira no 15º BPM (Duque de Caxias), por ter entrado com pedido de CPI na Câmara, em Brasília, para apurar as razões das mortes de policiais no Rio. O tenente é presidente da Associação dos Militares Auxiliares e Especialistas (Amae), que protestou no ano passado contra as 133 mortes de PMs. Segundo dados da Amae, desde que o pedido foi protocolado na Câmara, em 10 de agosto de 2004, já morreram, só no Rio, 70 policiais. A prisão de Melquisedec já provoca protestos. Na sexta-feira, integrantes da organização não governamental Voz do Silêncio, formada por parentes de policiais, farão manifestação em frente ao prédio da Central do Brasil, onde fica a Secretaria de Segurança Pública. Enquanto Melquisedec passou o fim de semana na prisão, ontem, por sete votos a zero, o ex-PM Adriano Maciel de Souza, de 38 anos, foi absolvido da acusação de ter participado da chacina de Vigário Geral, em agosto de 1993, quando 21 pessoas foram assassinadas na favela. Adriano estava preso na Polinter
desde o dia 26 de outubro, quando se entregou após passar 11 anos
foragido da Justiça. [original
desta matéria]
Armando Júnior advoga
na área criminal e é ex-policial militar, função
que exerceu por sete anos. Pediu exoneração para advogar.
"Não consegui, por vocação, me desligar dos meus pares.
Sempre que é possível, estou ao lado deles a combater as
injustiças", afirma.
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