Conflito Agrário no Pará
e o Caso Dorothy Stang
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Cinco acusados da morte da irmã Dorothy Stang irão a julgamento

Por decisão da Justiça do Pará, vão a julgamento os cinco acusados pelo assassinato da missionária Dorothy Stang, morta por pistoleiros no município de Anapu, no início do ano. Eles serão julgados por homicídio duplamente qualificado e podem pegar até trinta anos de prisão. Do Portal do MST, 1/7..[+]

Reviravolta no caso Irmã Dorothy

Entidades de defesa dos direitos humanos temem que esteja ocorrendo uma reviravolta no caso da Irmã Dorothy Mae Stang, com a criminalização das testemunhas de acusação. Isso poderá gerar retardamentos processuais e mesmo a soltura dos acusados. Entidades de direitos humanos pedem federalização do processo. Da redação, 6/5/2005..[+]

Promotor não tem dúvida de que fazendeiros fizeram consórcio

O promotor do Ministério Público do estado do Pará Lauro Freitas Júnior disse não ter dúvidas de que o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, e o pecuarista Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, fizeram um consórcio para financiar o assassinato da missionária Dorothy Stang. Freitas Júnior acompanha as investigações sobre o assassinato, ocorrido no dia 12 de fevereiro em Anapu (PA). Da Agência Brasil, 11/4/2005..[+]

Mais um fazendeiro acusado da morte de freira é preso em Belém

BELÉM. O fazendeiro Regivaldo Farias Galvão, o Taradão, um dos suspeitos de fazer parte do suposto consórcio que financiou o assassinato da missionária Dorothy Stang, foi preso ontem à tarde em Belém pela Polícia Federal. Ele acabara de prestar depoimento sobre o bilhete que o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser um dos mandantes, ditou ao irmão e que denuncia a participação de grandes proprietários de terra em Altamira no crime. Do jornal O Globo, 8/4/2005..[+]

Manifesto
Chega de sangue e impunidade na Amazônia!

O cruel assassinato da Irmã Dorothy Stang, missionária americana naturalizada brasileira, ocorrido no último dia 12 de fevereiro, foi mais um capítulo das histórias de violência, assassinatos, grilagem de terras, trabalho escravo e destruição que assolam a Amazônia. A comoção mundial e a mobilização popular em torno do caso foram fundamentais para que as autoridades finalmente adotassem atitudes mais efetivas para proteger a Amazônia e garantir a segurança de seus habitantes, que dela dependem para sobreviver. Mais de 15 mil mensagens de protesto já foram enviadas pelo site do Greenpeace, exigindo dos governos federal e do estado do Pará medidas urgentes e concretas para dar um basta à violência na região.

Há anos o Greenpeace vem denunciando os problemas da região e tem trabalhado com comunidades locais para defender a floresta e seus habitantes. Em outubro de 2001, durante expedição de nosso navio MV Arctic Sunrise, foi lançado o relatório "Parceiros no Crime", denunciando os "acordos de cavalheiros" e outros conchavos estabelecidos entre madeireiros da região para acobertar crimes ligados à extração ilegal de madeira, de mogno principalmente. Em dezembro de 2003, também durante uma de nossas expedições, foi lançado o relatório "Pará: Estado de Conflito", que denunciava todo esse quadro de violência - ameaças, assassinatos, escravidão, grilagem de terras e outros crimes - no Pará, onde a Irmã Dorothy foi assassinada. Saiba mais

Jean-Pierre Leroy
Brasil exige mudanças urgentes no Pará

Jean-Pierre Leroy, coordenador do Projeto Brasil Sustentável e Democrático, tem uma longa trajetória em defesa da Amazônia. Em entrevista ao Fase Notícias, conta como sua experiência na Relatoria para o Direito ao Meio Ambiente o fez ver de perto as corriqueiras ameaças de morte no Pará; analisa as relações sociais e os processos que levam à explosão da violência no campo; aponta como o poder público deve agir em um caso extremo como esta seqüência de assassinatos dos últimos dias; defende a sustentabilidade sócio-ambiental e denuncia a balela do desenvolvimento da Amazônia. "Isso que se chama de desenvolvimento da Amazônia não é desenvolvimento, é banditismo e ponto final". Por Fausto Oliveira, fev/2005..[+]

Prefeito é citado por acusados de matar freira

Após depoimento, o senador Demóstenes Torres informou que dois acusados de executar mencionaram o envolvimento do prefeito de Anapu, Luiz dos Reis Carvalho (PTB), no caso. Político estava presente na audiência e nega acusações. Da Agência Brasil, 28/2..[+]

Desde 2003, governo tem relatório que liga políticos a rede de crimes no Pará

Relatório de agosto de 2003, produzido pelo Ministério Público Federal, informou ao governo federal a escalada do crime organizado na Terra do Meio, no Pará, onde foi assassinada a freira norte-americana Dorothy Stang. O documento responsabiliza pela violência na região seis empresários - Moisés Carvalho Pereira, Walteir Gomes Rezende, Antônio Lucena Barros, Osmar Alves Ferreira, Leonardo Dias Mendonça e Wilson Moreira Torres -, todos acusados por exploração ilegal de mogno e tráfico de drogas. O relatório vincula todos eles ao deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA). D'O Estado de S. Paulo, 23/2..[+]

Protesto reúne mil pessoas no Rio contra violência no Pará

Com uma trajetória entre a Câmara Municipal e a estátua de Mahatma Gandhi, a manifestação de protesto contra a violência e a impunidade no Pará aconteceu na tarde de sexta, 18/2, no Rio de Janeiro. A manifestação foi proposta pelo movimento Humanos Direitos, que conta com o apoio de artistas como Marcos Winter, Osmar Prado, Letícia Sabatela, Camila Pitanga e outros profissionais engajados. Participaram também o Grupo de Pesquisa sobre Trabalho Escravo, amigos do grupo Expedito, o núcleo local do MST, membros do Tortura Nunca Mais, da OIT e outros. Do Humanos Direitos, 18/2..[+]

No Pará, os assassinatos continuam

“É necessário ir além da morte. O que está por trás não é só o mandante, mas toda uma estrutura que não envolve só o Estado do Pará, mas todo o Brasil”, diz dom Tomás Balduíno. A afirmação do presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra as duas principais causas de crimes como o assassinato da irmã Dorothy Stang, estadunidense naturalizada brasileira, dia 12, em Anapu, (PA). Uma é a tradicional impunidade dos latifundiários, outra é a falta de regularização da posse da terra. Do Brasil de Fato, 17/2..[+]

Manifesto I
Agro-banditismo faz mais uma vítima

"(...) Protegidos sob o discurso de “setor produtivo” e “responsável” pelo equilíbrio da balança comercial, estas forças não somente bloqueiam estradas para chantagear o Governo Federal, mas são verdadeiros agrobandidos que corporificam as injustiças e violência do modelo de “desenvolvimento” que se alimenta da prática do trabalho escravo, da exploração ilegal e predatória dos recursos ambientais, e da grilagem de terras públicas, se articulando nacionalmente através da União Democrática Ruralista, da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e da bancada ruralista no Congresso". Leia a nota das entidades do Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, de 14 de fevereiro, sobre o assassinato de Irmã Dorothy..[+]

Manifesto II
Carta da Sociedade Civil ao Presidente Lula

O assassinato da irmã Dorothy Stang é o mais recente entre os cerca de 125 que vitimaram lideranças e apoiadores dos movimentos sociais rurais durante o governo de Vossa Excelência, sendo que aproximadamente 40% desse total ocorreram somente no Estado do Pará. São números recordes, que indicam o agravamento da violência e da impunidade, associadas à grilagem de terras e ao desmatamento ilegal, e que revelam a ausência do Estado de Direito em várias regiões do Brasil e, em especial, no Pará. O governo federal precisa assumir a responsabilidade direta pela apuração e punição dos culpados. Precisa, ainda, assumir o poder e estabelecer a lei numa região que está sob o domínio do crime organizado (...)..[+]

Grupo de trabalho vai combater a violação dos direitos humanos no Pará 

BRASÍLIA. Um grupo de trabalho, criado no âmbito da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, vai monitorar a violação de direitos humanos no estado do Pará, e sugerir ao poder público local medidas necessárias para o combate a esses crimes. Entre as principais atribuições, está o encaminhamento às autoridades estaduais dos pedidos de proteção a pessoas ameaçadas na região, assim como o monitoramento das ações. Da Agência Brasil, 19/2..[+]

Lula interdita 8,2 milhões de hectares no Pará

Pacote de medidas anunciado na noite desta quinta instala gabinete provisório do governo federal no Pará, além de interditar 8,2 milhões de hectares de florestas em terras da União junto à BR-163. Da Agência Brasil, 17/2..[+]

"Ela cansou de chorar no telefone", dizem companheiras de Dorothy Stang

ANAPU (PA). Companheiras de trabalho da missionária norte-americana e naturalizada brasileira Dorothy Stang disseram que a religiosa "cansou de chorar ao telefone, mas ninguém aparecia". As amigas da freira não quiseram se identificar porque temem por suas vidas após as quatro mortes em conflitos ligados à terra no interior do Pará. Pessoas próximas à missionária questionaram a atuação do governo na região. "E quando o Exército for embora? Eles tinham que ter vindo antes de acontecer", contestam.

(...) Dados parciais da Comissão Pastoral da Terra (CPT) indicam que 161 pessoas foram ameaçadas de morte no país, em 2004, em decorrência dos conflitos agrários. Só no estado do Pará foram denunciadas 40 ameaças, entre elas a da agente pastoral Dorothy Stang, assassinada no sábado (12/2) em Anapu. Nessa mesma região, a CPT registra duas outras pessoas ameaçadas de morte: Domingos Araújo Gomes e Ondino Ferreira da Conceição, ambos líderes de movimentos sociais que atuam contra grileiros e madereiros. Da Agência Brasil, 17/2..[+]

Suspeito de assassinato de Dorothy já foi multado pelo Ibama

O pecuarista Vitalmiro Bastos de Moura, suspeito de ser o mandante do assassinato de Dorothy Stang, já havia sido autuado duas vezes pelo Ibama. Em 2004, recebeu multas de R$ 3 mi por desmatamento. Da Agência Brasil, 17/2..[+]

Sindicalista é assassinado no Pará

Daniel Soares da Costa Filho, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Paraupebas, no sul do Pará, foi encontrado morto na manhã desta terça-feira. Ele estava a caminho de sua propriedade rural quando foi assassinado com seis tiros. De acordo com a polícia, ele era um dos ameaçados por grileiros e madeireiros do Pará. A polícia, porém, ainda não sabe se há relação entre o assassinato do sindicalista e o da irmã Dorothy Stang, 73 - morta com seis tiros no sábado de manhã. Da Folha Online, 15/2..[+]

Anistia Internacional condena morte de freira americana no Pará

A ONG (Organização Não-Governamental) Anistia Internacional condenou a morte da freira norte-americana Dorothy Stang, 73, no último sábado (12). Ela foi assassinada a tiros na zona rural de Anapu (PA). Para a Anistia Internacional, os governos federal e do Estado do Pará precisam "pôr um fim permanente na violência e no medo". Da Folha Online, 15/2..[+]

Ministério Público avisou sobre ameaças contra freira

O Ministério Público Federal (MPF) no Pará já havia avisado as autoridades do Estado sobre as ameaças de morte sofridas pela freira Dorothy Stang. Ela foi morta com seis tiros no sábado de manhã em uma provável emboscada em Anapu, próximo a Altamira (777 km de Belém). Segundo o MPF, - que acompanhava desde 1999 o trabalho da missionária - um procedimento administrativo foi aberto na Procuradoria e registrando todos os conflitos que ocorreram na região. Da Folha Online, 14/2..[+]

IML confirma assassinato de missionária por seis tiros de armas diferentes

BRASÍLIA. O laudo do Instituto Médico Legal (IML), divulgado neste domingo (13), sobre o assassinato da missionária americana Dorothy Stang confirma que o crime foi praticado "com extrema covardia e crueldade". A afirmação é do ministro Nilmário Miranda, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Da Agência Brasil, 14/2..[+]

Governo reúne 8 ministros para discutir conflito

A reunião ocorre nesta terça-feira pela manhã na Casa Civil. O encontro vai discutir o assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang e os conflitos fundiários no interior do Pará. Da Agência Brasil, 14/2..[+]

Justiça decreta prisão de 3 suspeitos de terem assassinado missionária

A Justiça de Pacajá (PA) decretou hoje a prisão preventiva de três suspeitos de terem assassinado no sábado a missionária Dorothy Stang, 73. A polícia está na região de Anapu, onde ocorreu o crime, e segundo o ministro Márcio Thomaz Bastos, as prisões devem ser feitas "nas próximas horas". Da Folha Online, 14/2/2005..[+]

Americana morta no Pará

Religiosa assassinada com três tiros tinha sido ameaçada por defender sem-terra e preservação da Amazônia. Do jornal O Dia, 13/2/2005..[+]

arquivo
PF liberta 13 pessoas submetidas a trabalho escravo no Pará

BELÉM. Agentes da Polícia Federal encontraram 13 pessoas submetidas a trabalho escravo numa fazenda da Gleba 55, em Anapu, no sudoeste do Pará. A fazenda pertence a Regivaldo Galvão, conhecido por Taradão, um dos envolvidos nas fraudes contra a extinta Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Era ele quem emprestava dinheiro a juros aos empresários que recebiam financiamentos. Entre os trabalhadores rurais libertados e levados para a cidade de Altamira havia mulheres e crianças. Da Agência Estado, 26/6/2004..[+]

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