Biólogo inventa armadilha para o Aedes Aegypti

Do jornal Diário do Nordeste, 24 de fevereiro, 2005

CRATO (CE) — Preocupado com a proliferação do mosquito transmissor da dengue nessa época do ano, o biólogo Roque Morais de Brito, funcionário da Secretaria de Saúde do Estado e coordenador das endemias e zoonoses da Célula Regional de Saúde de Brejo Santo, inventou o que ele classifica de uma armadilha mortal para o Aedes aegypti com o nome de “Exterminadora das Futuras”.

O equipamento é simples e prático. O biólogo utilizou um depósito plástico de refrigerante de dois litros que é cortado acima do meio. A parte superior é colocada de cabeça para baixo na inferior, formando um funil fechado em baixo com um plástico. Ao lado funciona um suspiro feito com a tampa da garrafa de refrigerante furada. Em seguida, o depósito é cheio de água. Está pronta a armadilha.

O objetivo, segundo Roque, é a retenção das proles dos mosquitos, reduzindo progressivamente a sua disseminação no ambiente e, conseqüentemente, o número de casos de dengue.

Funcionamento: O funcionamento do equipamento é simples. As fêmeas dos mosquitos são atraídas pela evaporação da água acumulada na parte superior externa do recipiente para fazer a sua ovoposição. As larvas passam naturalmente para a parte externa da armadilha, ficando confinadas, enquanto os mosquitos adultos ficam presos na parte interna. De 15 em 15 dias, a água é trocada, colocando-se uma colher de sopa de detergente e agitando-a.

O biólogo recomenda que a armadilha seja instalada nos locais sombreados de casas, prédios e árvores. Roque Morais de Brito diz não ter nenhum interesse comercial no invento. O objetivo é ensinar as pessoas uma forma prática de exterminar o mosquito e combater a dengue na região.
 

Saúde

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