| Rússia reestatiza
indústria do petróleo
Da AEPET, 27 de dezembro, 2004 A companhia petrolífera estatal russa Rosneft comprou o Baikal Finance Group, a misteriosa firma que, no domingo retrasado, comprou, em leilão público, a Yugansknefetgaz, a maior filial de extração da petrolífera Yukos. "Os donos da Baikal nos ofereceram a companhia e nós aceitamos", informou o porta-voz da Rosneft, Alexander Stepanenko. A Rosneft é a sexta maior petrolífera russa e, em setembro, anunciou um plano que previa sua absorção pelo gigante estatal russo Gazprom, com uma operação de intercâmbio de ações. Segundo Stepanenko, a compra faz parte de "um projeto de transformação da Rosneft em uma corporação energética nacional equilibrada graças ao desenvolvimento dos meios de produção". De acordo com analistas, a operação mostra a determinação do governo russo em atuar mais intensivamente no mercado do petróleo, após as privatizações realizadas no governo Boris Yeltsin. A direção da Yukos pretende pedir ao Departamento de Estado dos Estados que encaminhe formalmente documento à Federação Russa solicitando tomar parte no caso da concordata da companhia, disse um dos advogados da Yukos, Zack Clement. A direção da petrolífera quer sustentar que o leilão de sua unidade, promovido pelo governo russo, no dia 19 de dezembro, violou convenções das quais é signatário. O início da guerra entre Yukos e o Kremlin se deu após a direção da empresa iniciar negociações para vender 40% de suas ações para a petrolífera norte-americana Exxon. (O Estado de São Paulo/Jornal do Commercio/AEPET) 11/1/2005 - China vai formar reservas de petróleo A China, segundo maior importador de petróleo do mundo, anunciou a criação de um estoque reserva que, em cinco anos, terá 150 milhões de barris e funcionará como um colchão para as oscilações na produção e no preço do combustível. O objetivo é suprir o crescimento acelerado do país. Segundo Zhang Xiaoqiang, vice-ministro da Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional da China, o consumo de petróleo no país ficará este ano acima do crescimento prevista da economia de 8,5%. A China importa 40% do petróleo que consome, cerca de cinco milhões de barris dia. O país asiático não tinha um sistema de reserva, a exemplo dos Estados Unidos e Japão. Para o diretor de Comunicação da AEPET, Fernando Siqueira, o Brasil deveria, no mínimo, rever sua política energética no tocante à exportação do produto. "Por determinação do Ministério da Fazenda, o país vem exportando o nosso petróleo, depreciando as nossas reservas que deveriam ser preservadas para quando o preço do produto explodir, como previsto para 2015", acrescentou Siqueira. (O Globo/AEPET) 11/1/2005 - Chineses e indianos preparam expansão A Índia assinou na sexta-feira um acordo com o Irã para importar gás natural e investir no desenvolvimento do setor petrolífero iraniano. Antes disso, houve rumores de que a chinesa China National Offshore Oil Corporation estaria interessada em comprar a americana Unocal por US$ 13 bilhões e de que a Oil and Natural Gas da Índia negociava com a Rússia para comprar ativos da petrolífera Yukos. A expansão dessas empresas
pode mudar o cenário da exploração de petróleo
no mundo. A expectativa é de que, nos próximos anos, companhias
chinesas e indianas passem a competir com grandes petrolíferas ocidentais.
As companhias energéticas chinesas, em particular, têm mostrado
uma tendência de buscar agressivamente a compra de ativos internacionais
relacionados à produção de petróleo. (Folha
de S.Paulo)
------------------------------------------
Publicidade ------------------------------------------
|