| Mauro Dias inaugura loja
de CDs de MPB
Por Bruno Ribeiro, para
a Revista Consciência.Net, dezembro de 2004
Dezembro reservou uma excelente notícia para os amantes da música brasileira: a inauguração da loja Mauro Discos, no Shopping Pompéia Nobre, em São Paulo. A frase estampada no letreiro da fachada – "Música Brasileira de Resistência" – diz muito sobre a proposta do espaço. A mesma música que sempre figurou nas críticas e reportagens do jornalista Mauro Dias, tem agora o seu quartel-general. Segundo Dias, seu idealizador, a loja nasceu com o objetivo de comercializar apenas CDs de música popular brasileira, sobretudo a produzida por gravadoras pequenas e feitas por artistas independentes. "Vamos trabalhar com as gravadoras e os artistas preocupados com a produção popular, não com a indústria cultural", afirma. Ainda nas palavras de seu proprietário, a Mauro Discos pretende ser não apenas uma loja comum, mas um centro de referência da produção musical dos quatro cantos e todos os interiores do País. "A intenção é abranger o máximo possível da nossa diversidade cultural, das manifestações populares aos trabalhos de pesquisa", diz. A loja também promoverá tardes e noites de autógrafos, workshops, shows de bolso, lançamentos de discos e, ao longo de cada semana, rodas de choro. No mezanino, o jornalista dispôs para consulta sua biblioteca pessoal, composta por biografias, partituras e songbooks. Até o fim de janeiro
a
Mauro Discos pretende trabalhar com mais de 3 mil títulos diferentes.
"A loja foi a maneira que eu encontrei de continuar dando minha parcela
de contribuição para a manutenção da história
da MPB", revela Mauro Dias. Durante 30 anos ele atuou como crítico
de música – metade só no jornal O Estado de S.Paulo,
do qual foi demitido no começo deste ano. "Decidi que não
iria mais trabalhar em redação", conta.
Embora já esteja funcionando, de segunda a domingo, das 10h às 21h, a Mauro Discos deverá ser inaugurada oficialmente na primeira semana de janeiro, quando deverá estar melhor abastecida com CDs independentes – que não param de chegar de todas as partes do País. Nas prateleiras já podem ser encontrados álbuns de nomes relativamente conhecidos como Moacyr Luz, Celso Viáfora, Vítor Ramil e Cláudio Nucci, mas também figuram valores ainda isolados, como Juliana Amaral, Luiz Gayotto, Ibys Maceioh e Taís Lagoas. "Não haverá preconceito de estilo musical, desde que o artista ou o grupo cantem em português e façam música brasileira. Não é porque uma determinada banda de heavy metal é brasileira que eu vou considerá-la como uma banda nacional e de resistência", avisa Mauro Dias. Serviço
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