| Empreiteiras que prestam
serviço à Prefeitura fizeram doações a Serra
Da Tribuna da Imprensa, 1 de dezembro, 2004 SÃO PAULO. Cerca de 10% dos R$ 14.837.476,66 doados à campanha do prefeito eleito José Serra (PSDB) saíram de empresas que prestam serviços à Prefeitura e ainda têm contratos que devem se estender ao novo governo. É o caso das empreiteiras do Grupo OAS (OAS e Coesa), que doaram R$ 700 mil, e da Camargo Corrêa, que sozinha ofereceu R$ 1,016 milhão. A OAS tem contas pendentes nas obras na extensão da Radial Leste e Ponte Espraiada; a Camargo Corrêa, segundo fontes ligadas ao mercado de obras públicas, tem vários contratos assinados à espera de ordens de serviço - autorização para o início de obras. Ao contrário das contas da campanha presidencial do PSDB em 2002, que terminou com déficit de aproximadamente R$ 6,1 milhões, a disputa pela Prefeitura de São Paulo fechou no azul. Serra tem saldo de R$ 178,01 e ficou dentro do orçamento previsto ao inscrever sua candidatura: R$ 15 milhões. Algumas das faturas de 2002 foram renegociadas com os prestadores de serviço e estão sendo pagas até hoje pelo partido. Ao todo, as empreiteiras deram neste ano a Serra, nos dois turnos da eleição, R$ 2,113 milhões. A Camargo Corrêa foi a maior doadora individual, mas a campanha do tucano foi beneficiada sobretudo pelo setor financeiro. Bancos e holdings deram mais de R$ 4 milhões. Alguns doadores de peso: o Itaú (R$ 1 milhão); Bradesco, controlador do Banco Mercantil de São Paulo (R$ 1 milhão) e Banco Safra, controlador da Sodepa, Sociedade de Empreendimentos, Publicidade e Participações S/A (R$ 900 mil). O Grupo Votorantin e a Pirelli S/A também deram somas importantes: R$ 727 mil e R$ 500 mil respectivamente. Entre os bancos, há duas
doações da Nossa Caixa que somam R$ 114,91. A Lei Eleitoral
proíbe doações de entidades públicas. A Assessoria
de Imprensa do banco informou que não deu nada a qualquer candidato,
só estornou duas cobranças indevidas na conta do partido.
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