| Presidente atribui vitória
a intervenção divina
Da Tribuna da Imprensa e da Agência EFE, 13 de janeiro, 2005. WASHINGTON. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, não concebe como alguém pode ser presidente sem uma relação com o Senhor, segundo uma entrevista publicada ontem por "The Washington Times". Bush sempre disse ser crente e praticante e freqüentemente relata como recuperou a religião depois de completar 40 anos, idade na qual parou de beber após um ultimato de sua mulher, Laura. Durante sua presidência promoveu as chamadas iniciativas "baseadas na fé", que permitem dotar de subvenções federais as organizações religiosas para que as destinem a seus programas de assistência social. Ao longo de seu mandato, o governo deu a estas organizações cerca de US$ 1,2 bilhão e Bush quer ampliar este programa durante seu segundo mandato. Mas, segundo declara ao jornal, Bush não percebe estas medidas como atos de impor a religião aos cidadãos. Segundo o presidente, uma de suas responsabilidades como chefe de Estado é proteger o direito de culto. "Por outro lado, não vejo, pelo menos do meu ponto de vista, como alguém pode ser presidente sem uma relação com o Senhor", declarou Bush, que sempre conclui seus discursos com a mesma frase: "Que Deus continue abençoando os Estados Unidos". O presidente se referiu em várias ocasiões a que reza para pedir inspiração a Deus na hora de tomar decisões difíceis. Uma das primeiras coisas que faz ao levantar-se, segundo disse, é orar. Durante o processo de eleições primárias de 2000, o então ex-governador do Texas respondeu sem hesitar, no transcurso de um debate, quando perguntado sobre que pensador ou filósofo da história admirava mais: "Jesus Cristo, porque mudou minha vida". Reforma O presidente norte-americano, George W. Bush, assegurou que conseguirá a aprovação legislativa de sua reforma migratória, que inclui caminhos para a legalização da maioria dos entre 8 e 12 milhões de imigrantes ilegais que vivem nos Estados Unidos. Bush reiterou que seu plano de reforma prevalecerá porque é uma necessidade, em uma entrevista publicada ontem pelo jornal "The Washington Times". O presidente norte-americano acrescentou que está disposto a resolver este problema para benefício da segurança nacional e dos estrangeiros. O ponto principal da iniciativa de Bush na área migratória é a concessão de uma permissão de residência e trabalho temporário durante três anos a cada cidadão estrangeiro ilegal. Esta permissão seria
prorrogada por outro período de mesma duração, e depois
disso se decidiria a sorte da pessoa favorecida por esse benefício.
Bush afirmou ao jornal que a reforma migratória tem uma alta prioridade
na agenda de seu segundo mandato, que começará em 20 de janeiro.
Muitos representantes e senadores republicanos se opõem a esse plano
do presidente dos EUA por considerar que incentivaria o fluxo de imigrantes
ilegais para os EUA.
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