Camelôs são retirados da Central
Fernando Sampaio, da Tribuna da Imprensa, 31/10/2005


Incomodada pelo grande número de reclamações sobre o aumento de casos de assaltos, além de tráfico de drogas e comercialização de mercadorias contrabandeadas nas proximidades de sua nova sede - no prédio da antiga Central do Brasil, a Gare D. Pedro II, no Centro do Rio - a Secretaria de Segurança Pública solicitou ao Departamento de Controle Urbano que removesse 400 barracas de camelôs instaladas no Terminal Rodoviário Procópio Ferreira, ao lado da Avenida Presidente Vargas, no final da noite de sábado.

Em protesto contra a operação, os camelôs atearam fogo na maioria das barracas, após retirarem as mercadorias. Ninguém saiu ferido, mas alguns vendedores resistiram à ordem de desocupação e foram detidos por policiais militares. Eles reclamaram de que só foram notificados na tarde de sexta-feira de que deveriam deixar a área até a meia-noite de sábado. Os camelôs ficaram revoltados com a medida, pois muitos já trabalhavam no local há mais de 20 anos, pagando anualmente taxa de uso de área pública. 

O tumulto começou por volta das 23h, quando os fiscais da prefeitura chegaram acompanhados de guardas municipais e policiais militares. Depois de controlado o incêndio nas barracas, a operação continuou com a desmontagem de outras barracas, que foram colocadas em caminhões da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). O trabalho de limpeza da área só terminou ontem pela manhã. 

Segundo o gerente de operações da Comlurb, Gilson Nogueira, foram recolhidas 13 toneladas de entulho. Grande parte do lixo era formada por pedaços de madeira, plástico e fios. Cinco caminhões-pipa, com sete mil litros cada, lavaram toda a área.
 


Ref. http://www.tribuna.inf.br/

Rio

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