'The Guardian':
Novos esquerdistas sul-americanos 'devem evitar mau exemplo de Lula'
Da BBC, em Londres, 21/12/2005
O artigo, assinado por Sue Branford e Hilary Wainwright, diz que a experiência do Brasil é uma advertência às demais administrações esquerdistas de que se pretendem conseguir uma mudança política real eles devem “contar com suas próprias bases sociais como contrapartida para os poderes constituídos”. As autoras dizem que quando Lula foi eleito, “muitos latino-americanos esperavam que ele mostraria um caminho radical, não violento, para sair de séculos de pobreza e exclusão”. “Porém, no governo, Lula tem sido mais cauteloso e conservador, indo ainda mais além das exigências do FMI e sacrificando as reformas sociais para pagar as enormes dívidas externa e interna”, diz o texto. “Pior ainda, desde maio, uma série de revelações dramáticas mostrou que o PT esteve envolvido no mesmo tipo de corrupção contra a qual os ativistas se aliaram ao partido.” O artigo relata que o que ainda resta da esquerda no Brasil considera que uma mudança real “requer a incorporação dos pobres dentro do sistema político para que possam prover apoio permanente a um governo radical conforme ele entre em confronto com os poderosos interesses escusos”. “Conforme
a América Latina inicia um período de intensa atividade eleitoral,
que pode levar ao poder mais líderes esquerdistas, essa é
uma lição de advertência na qual os futuros governos
fariam bem em prestar atenção”, conclui o artigo.
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