Acusados
de genocídio, grilagem de terras indígenas e formação
de quadrilha, 20 pessoas foram presas pela Polícia Federal do estado
de Mato Grosso na quinta-feira, 29 de novembro. Os mandados de prisão
foram emitidos pelo juiz federal Julier Sebastião da Silva
Foram detidos políticos, empresários, madeireiros e grileiros que há mais de cinco anos exploram ilegalmente 53 mil hectares da terra indígena do povo sem contato conhecido como Tupi Kawahib, que vive no norte do Mato Grosso, próximo ao Rio Pardo e nas cercanias do município de Colniza. O Ministério Público Federal afirma que as ações eram organizadas para expulsar o povo sem contato de suas terras e que tinham como objetivo o extermínio ou, ao menos, causar grave lesão à integridade mental e física em membros do grupo étnico, situação definida pela lei nº 2889 de 1956 como crime de genocídio. Entre os presos estão o Secretário de Habitação de Cuiabá, Oscar Martins e o presidente da Associação de Produtores Rurais de Colniza (APRC), Claudinei Corrêa de Almeida. APRC foi denunciada por grilagem da terra indígena. Segundo
as investigações da Polícia Federal, a APRC arrecadava
dinheiro para contratar homens para dividir a terra em lotes de 499 hectares
e destruir as marcas da ocupação indígena procurando
provar que ali não vivia o povo Tupi Kawahib. Para saber mais sobre
a grilagem destas terras, clique aqui.
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