O povo
Terena retomou nesta segunda-feira, 28 de novembro, uma fazenda localizada
no município de Miranda, Mato Grosso do Sul. A terra deste
povo, chamada Cachoeirinha, teve seu estudo antropológico e fundiário
concluído em 2004 e seu processo foi encaminhado para o ministério
da Justiça em 30 de março do mesmo ano, para a publicação
de sua Portaria Declaratória
Pelos prazos legais, o ministério da Justiça tem 30 dias para a publicação da Portaria mas, desde 2004, esta terra aguarda a declaração de seus limites. Enquanto o ministério da Justiça descumpre prazos, os cerca de 5 mil indígenas vivem em 2.600 hectares, apesar de o estudo antropológico ter identificado 36.288 hectares como terra indígena. “Tomamos a decisão de retomar a terra porque há tempos estamos esperando resposta da Funai e ela não vem. No espaço que a gente vive não dá mais pra plantar, e não dá mais para esperar”, afirmou o cacique Zacarias Terena. Cachoeirinha
faz parte da lista de terras que os participantes do Abril Indígena
(mobilização que reuniu 800 indígenas na Esplanada
dos Ministérios em abril deste ano) solicitavam serem encaminhadas
com urgência pelo ministério da Justiça. Das 29 terras
paradas, apenas três tiveram encaminhamento.
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