Pelo fim do embargo
contra Cuba
Da Agência ADITAL, 9/11/2005
Pede-se a derrogação de leis de efeito extra-territorial, como a Helms-Burton, que afeta a soberania de outros Estados, os interesses legítimos de entidades ou pessoas sob jurisdição e a liberdade de comércio e navegação. Também expressou a preocupação de que, apesar de suas resoluções anteriores contra o embargo, seguem adotando medidas para reforçar e ampliar o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba. O bloqueio custou ao povo de Cuba nestes quase 47 anos mais de 82 bilhões de dólares. "Não existe atividade econômica ou social em Cuba que não sofra suas conseqüências. Não existe direito humano dos cubanos que não esteja agredido pelo bloqueio", disse o chanceler cubano Felipe Pérez Roque. O embaixador adjunto dos Estados Unidos na ONU, Ronald Godard, insistiu que o embargo a Cuba é um assunto bilateral que não deveria ser tratado na Assembléia Geral. Os cultivos e a pecuária são os setores mais afetados pelo bloqueio dos Estados Unidos. Existe um grupo de vegetais cujas sementes tem que ser importadas da Europa e da Ásia, o que encarece os custos com os fretes em mais de 50%. Para a colheita 2004-2005, as cortes adicionais, por esse motivo, foram de 1 milhão e 20 mil dólares. Além
das barreiras impostas pelo bloqueio na fruticultura da Ilha, privaram
os agricultores de tecnologia agrícola e industrial conseguidas
nos EUA. Os produtores de frutas de Cuba adquirem a cada ano cerca de 50
milhões de dólares em abastecimentos para suas operações,
vindas de países europeus, essencialmente. Se estas compras fossem
feitas nos EUA haveria uma redução de gastos, devido a um
menor frete, de 7,5 milhões de dólares por ano. A Associação
de Combatentes da Revolução Cubana denuncia com seus mais
de 300.000 associados o bloqueio econômico.
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