Pelo fim do embargo contra Cuba
Da Agência ADITAL, 9/11/2005


Cuba conseguiu mais uma vitória contra os Estados Unidos. A Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que pede o fim do embargo comercial estadunidense contra a Ilha. Foi um número recorde de votos a favor, 182, e houve uma abstenção (Micronésia) e quatro votos em contra (Estados Unidos, Israel, Palau e Ilhas Marshall).

Pede-se a derrogação de leis de efeito extra-territorial, como a Helms-Burton, que afeta a soberania de outros Estados, os interesses legítimos de entidades ou pessoas sob jurisdição e a liberdade de comércio e navegação. Também expressou a preocupação de que, apesar de suas resoluções anteriores contra o embargo, seguem adotando medidas para reforçar e ampliar o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba.

O bloqueio custou ao povo de Cuba nestes quase 47 anos mais de 82 bilhões de dólares. "Não existe atividade econômica ou social em Cuba que não sofra suas conseqüências. Não existe direito humano dos cubanos que não esteja agredido pelo bloqueio", disse o chanceler cubano Felipe Pérez Roque. O embaixador adjunto dos Estados Unidos na ONU, Ronald Godard, insistiu que o embargo a Cuba é um assunto bilateral que não deveria ser tratado na Assembléia Geral.

Os cultivos e a pecuária são os setores mais afetados pelo bloqueio dos Estados Unidos. Existe um grupo de vegetais cujas sementes tem que ser importadas da Europa e da Ásia, o que encarece os custos com os fretes em mais de 50%. Para a colheita 2004-2005, as cortes adicionais, por esse motivo, foram de 1 milhão e 20 mil dólares.

Além das barreiras impostas pelo bloqueio na fruticultura da Ilha, privaram os agricultores de tecnologia agrícola e industrial conseguidas nos EUA. Os produtores de frutas de Cuba adquirem a cada ano cerca de 50 milhões de dólares em abastecimentos para suas operações, vindas de países europeus, essencialmente. Se estas compras fossem feitas nos EUA haveria uma redução de gastos, devido a um menor frete, de 7,5 milhões de dólares por ano. A Associação de Combatentes da Revolução Cubana denuncia com seus mais de 300.000 associados o bloqueio econômico.
 


Original da matéria | Cuba

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