| TCE analisa gastos
de Rosinha com publicidade
Da Tribuna da Imprensa, 6/10/2005 O Tribunal de Contas do Estado determinou uma inspeção extraordinária nos gastos com publicidade realizados pelo governo do Rio. Serão analisadas todas as despesas envolvendo serviços de comunicação e divulgação e a denúncia de que o casal Rosinha e Antony Garotinho estaria veiculando propaganda em outros estados, o que é proibido pela Constituição do Rio de Janeiro. O TCE tem em mãos uma fita de vídeo com publicidade do governo fluminense em São Paulo, exibida nos intervalos da novela "América" e do "Fantástico", ambos da TV Globo. A fita e o pedido de investigação foram enviados ao TCE pelo deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), integrante da Comissão de Orçamento e Finanças da Assembléia Legislativa e relator da CPI da Loterj, realizada no ano passado. De acordo com o Sistema Integrado de Administração Financeira de Estados e Municípios (Siafem), as despesas com serviços de comunicação e divulgação na gestão de Rosinha Garotinho (PMDB) passaram de R$ 10,2 milhões em 2003 para R$ 77,7 milhões no ano passado, um acréscimo de 661%. No 1º semestre deste ano, o governo desembolsou R$ 54,5 milhões com as cinco agências que formam o pool que atendem as contas do estado. Os maiores valores individuais foram creditados às agências Eurofort Comunicação Ltda (R$ 5.466.694,62) e Agência 3 Comunicação Integrada (R$ 5.135.174,09). No total, as duas ficaram responsáveis por R$ 21 milhões da verba destinada à publicidade. No ano passado, a Eurofort e a Agência 3 receberam R$ 30 milhões, cerca de 40% do total autorizado pela Secretaria de Comunicação Social. A maior fatia foi destinada à agência Giovanni FCB, que sozinha ficou com R$ 21,1 milhões dos R$ 77,7 milhões gastos com publicidade. "É muito dinheiro com propaganda e com a proximidade da disputa eleitoral esses números vão crescer ainda mais", acredita Luiz Paulo Côrrea. Com base no que foi apurado na CPI, o deputado diz ter motivos para acreditar que despesas de publicidade transformaram-se em uma das principais fontes de abastecimento de caixas 2. O secretário de Comunicação Social, Ricardo Bruno, negou qualquer tipo de irrregularidade nos gastos com publicidade. Segundo ele, o assunto foi amplamente debatido há dois anos, quando o governo do Rio fez uma licitação para a contratação de um pool de agências e fixou os valores que seriam investidos. "Ao contrário do que ocorre em outros estados, este é um assunto que o governo tem tratado com total transparência", afirmou. Sobre a veiculação de publicidade em outros estados, Ricardo Bruno cobrou "coerência" ao deputado Luiz Corrêa da Rocha. "O governador Aécio Neves, do mesmo partido do deputado, também divulgou as maravilhas de Minas aqui no Rio", disse. Segundo ele, os dois casos de publicidade fora do estado autorizados pela governadora Rosinha Garotinho tiveram por objetivo a captação de turistas e de investidores para áreas estratégicas para desenvolvimento industrial do Rio.
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