| Policia Militar intimida
advogado popular em Pernambuco
Da redação, 28 de setembro, 2004 O Centro de Justiça Global e a Terra de Direitos enviaram, em 17 de setembro de 2004, um ofício ao Ministro Nilmário Miranda, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, cobrando uma ação da Secretaria em relação à perseguição sofrida pelo advogado Dominici Sávio Ramos Coelho Mororó, por parte de policiais vinculados à Casa Militar de Pernambuco, ocorrida na manhã de 16 de setembro de 2004, na cidade de Recife. Advogado da Comissão Pastoral da Terra - CPT e integrante da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares – RENAP, Dominici é reconhecido pela importante contribuição que presta à defesa e promoção dos direitos humanos entre os estados de Pernambuco e Paraíba, voltando sua atuação para a assessoria a diversos movimentos sociais, como o indígena e o rural. Dominici vinha sendo vigiado há dias e, na manhã de 16 de setembro, quando se dirigia para um seminário, notou que duas motos o perseguiam no caminho. No retorno do evento, percebeu que, além de três pessoas na moto, também um Fiat Palio, com placa fria, o perseguia. O advogado conseguiu escapar porque ligou imediatamente para um delegado, que o orientou a seguir por determinado local, onde foi feita a interceptação do veículo e da moto pela polícia civil. A partir da vistoria realizada no carro que seguia o advogado, foi possível constatar que se tratou de uma ação voltada para a intimidação do exercício profissional da vítima e de outros defensores de direitos humanos: armas adulteradas, máquinas fotográficas, filmadoras, placas frias, um dossiê com informações pessoais sobre a vítima e uma foto da artesã Maria do Socorro, cliente de Dominici Mororó. O mais grave é que os sujeitos detidos eram policiais militares que disseram estar em uma missão oficial e que investigavam o advogado por razões que não podiam ser reveladas. Os presos foram liberados e tiveram sua versão confirmada inclusive pelo diretor do Grupamento de Operações Especiais da Secretaria de Defesa Social, Antônio Barros. Saiba mais em www.global.org.br
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