Cariocas acompanham último debate antes do 1o turno
Gustavo Barreto, 3 de outubro, 2004

Ocorreu nesta quinta (30/9) o último debate entre os cinco candidatos à prefeitura mais bem colocados nas pesquisas, dois dias antes do 1o turno das eleições municipais de 2004. Evento decisivo para a escolha final da maior parte da população, o debate teve bons e maus momentos e foi considerado positivo por todos os participantes, pelo menos oficialmente.

Conde e Cesar Maia (atual prefeito), que participaram de um bate-boca no segundo bloco, não saíram bem na foto. Cesar chegou a convocar os jornalistas na sede social da prefeitura para uma coletiva de três horas.

Vergonhosa mesmo, no entanto, é a situação estrutural da grande mídia. Quando ocorreu o bate-boca entre Cesar e Conde, logo pensei: "vai ser manchete". É uma vergonha. A mídia deveria repreender a baixaria, que não leva a nada, e se voltar para os pontos discutidos.

Havia importantes questões que foram levantadas. Mas é mais fácil publicar "Debate vira bate-boca" (O DIA) ou "Cesar e Conde trocam ofensas" (O GLOBO). Não é trabalho de jornalista, e sim de polemista de botequim. Acompanhe as questões apresentadas neste debate.

Favela-bairro e Rio Cidade

Como são os principais programas da prefeitura, Cesar Maia (PFL) os destacou logo no começo do debate. Disse que o Favela-bairro levou saneamento a 450 mil pessoas. Seriam 600 mil metros de rede de água. Perguntou ao senador Marcelo Crivella (PL) o que acha destas iniciativas. "Vejo o Favela-Bairro com bons olhos, mas não dá habitabilidade", respondeu. Segundo ele, é preciso fazer mais: postos de saúde, terminar a casa das pessoas (o tal ‘cimento social’), entre outras medidas.

A principal medida que Crivella adotaria seria a ‘zona franca das cidades’. Argumenta que investiu recursos próprios (ganhos com a venda de cedês), "imagina o que vou fazer com o Rio". Diz o senador: "Existe um sofrimento que clama aos céus, mas também aos homens de boa vontade". Crivella se preocupou em rebater as críticas de que misturaria política e religião.
 

Crivella é acusado de misturar política e religião, mas
reza a lenda que Cesar também não é nenhum santo
Na sede do jornal O GLOBO, durante a semana, afirmou: "É outra acusação infame que me fazem, de misturar política com religião. O Cesar reformou diversas igrejas católicas, deu um cheque de R$ 4 milhões para o cardeal, reformou uma mesquita por R$ 733 mil e tem contrato com a ONG Cacique Cobra Coral. E eu é que misturo política com religião? É brincadeira."

Cesar rebateu críticas ao Favela-bairro: "É um programa de inclusão social, constrói creches, possui recapacitação, desenvolve ação de prevenção da saúde", disse, citando o Saúde Família. Diz Cesar que o Rio cidade está em 37 bairros.

O segredo do lixão de Paciência

Em outro momento, Jandira acusou Cesar de ter prometido na campanha de 2000 que jamais faria saneamento básico no lixão de Paciência. Eleito, ele "mudou de idéia". Cesar respondeu então que havia cancelado, e logo em seguida disse que estava em processo de licitação. Alguém entendeu esta parte?

Saúde

Foi Jorge Bittar (PT) quem citou dados mais relevantes sobre o programa Saúde da Família: "Saúde é o serviço público mais mal avaliado pela população. Prometeu-se 600 equipes para o Saúde da Família. Foram criadas 31, além de se aplicar dinheiro da área no mercado financeiro", diz o petista. Tanto Bittar quanto Jandira Feghali (PCdoB) criticaram o fato de Cesar ter prometido a manutenção do banqueiro Ronaldo Cezar Coelho como Secretaria Municipal de Saúde. "O maior contribuinte de campanha vira secretário de saúde", atacou Conde.


Relatório do Ministério da Saúde mostra onde foi parar verba destinada à saúde

Bittar continua: "70% dos postos de saúde estão na Zona Sul, onde estão 30% da população. Em Bangu [zona oeste], a unidade de emergência do PAM (posto de atendimento médico) foi fechada". Jandira, enfática: "As mulheres desta cidade estão morrendo no parto. A taxa é de 52 mortes por cem mil, uma das maiores do país. Não há uma central para isso. Essa saúde é criminosa e Cesar ainda prometeu manter Cezar Coelho". Sobre os hospitais de emergência: "O quadro é caótico, nefasto, difícil. Traz para a cidade os maiores índices de endemia, de morte, no Rio".

Sobre Ronaldo Cezar Coelho, os candidatos provavelmente sabem que foi uma jogada de marketing do prefeito. Ele não anunciou um único secretário para a nova gestão além de Ronaldo. É como se demonstrasse confiança. Se mudasse, seria uma espécie de admissão oficial de que está ruim. Numa sociedade de espetáculo, o marketing manda mais que a razão.

Antes, Conde havia afirmado que os atendimentos nos hospitais municipais caíram em 7 mil, enquanto nos hospitais estaduais e federais o atendimento subiu em 30%. Cesar retrucou: "Você nunca foi bom em números". Diz que o Estado deixou de aplicar 400 milhões de reais na área. Conde, que é vice-governador, respondeu: "Sou bom de números, sou arquiteto. Se você está duvidando dos dados do SUS, então tem que discutir com a União". Se os números estiverem corretos, percebe-se que é o seis falando do meia dúzia.

Educação

Pouco se falou sobre o tema. Crivella criticou o número de matrículas, que segundo ele caíram, e a reprovação automática ("me preocupa"). Falou em um Congresso de Educação como forma de aumentar a participação da família junto à comunidade. Lembrou também do ensino integral. Bittar citou muito por alto o corte na merenda por parte da prefeitura.

Infância e adolescência

Infância e adolescência não
é prioridade nos debates
Não sou eleitor de Marcelo Crivella, mas de fato é o único que sempre traz à tona o tema. Talvez a Jandira, mas não com a mesma freqüência. Afirmou em duas oportunidades que o juiz Siro Darlan deixará a Vara da Infância e da Juventude, porque não agüenta mais mover processos contra a prefeitura. É um tema importante e tanto a prefeitura quanto o governo do Estado deixam a desejar.

População de rua

Crivella criticou a política de "cata tralha" da prefeitura, que estaria retirando objetos dos moradores de rua à força. As denúncias são, na verdade, da organização Médico Sem Fronteiras. Em carta enviada em janeiro de 2004 para o prefeito, a governadora e as comissões parlamentares de direitos humanos, a entidade apelava para que fosse assegurada a dignidade desta população e condenava atos violentos usados durante operação cata-tralha.

Naquele mês, a MSF presenciou pela primeira vez uma operação desse tipo, que normalmente ocorre na calada da noite. Colaboradores da entidade ficaram assustados com a violência empregada pela Guarda Municipal e com a violação dos direitos humanos desses cidadãos.

Jandira também se manifestou sobre o assunto: "Ao invés de resolver o problema dessa pessoa, tira-se as coisas delas. É a cidade virtual e a cidade real". E completou: "População de rua é um tema que eu desenvolvo em todos os debates, que infelizmente muitos candidatos faltam. Criança, transporte, falta de projeto habitacional, problema de drogas, cada caso é um caso".

Economia e serviço público

O prefeito pouco pode se defender, pois todos criticaram esta área da administração. Crivella propôs usar o poder de compra da prefeitura para gerar emprego nas comunidades carentes, como disse duas vezes. É o Zona Franca Social: "Quero usar o poder de compra da prefeitura, pois só o esporte não resolve. É preciso dar emprego para a juventude e isso só é possível com a zona franca social". Crivella lembrou que a cidade possui um PIB (Produto Interno Bruto) de 60 bilhões de reais.

Conde criticou o imposto do ISS (imposto sobre serviços), que tem afastado empresas. Curiosamente no Estado, onde Conde ocupa o cargo de vice-governador, o problema é o mesmo. Bittar afirmou que há um esvaziamento econômico, com empresas deixando a cidade. Criticou também a ausência de um programa de microcréditos. Criticou até o turismo (não teria planejamento, calendário etc), teoricamente um dos pontos fortes do prefeito. Nos tema do Pan-americano, Jandira ironizou, já no final: "Como se tivesse uma vila olímpica em cada canto da cidade!"

Na área econômica propriamente dita, Bittar escorregou. Perguntado se irá continuar com as práticas do governo federal (taxação dos aposentados, salário mínimo irrisório, superávit primário etc.), retrucou: "O povo carioca nem sabe dessas coisas complicados de superávit". E completou, esvaziando o debate: "O importante é que o Brasil está crescendo, está no eixo". Talvez tenha acertado algumas pessoas que dirão: "É mesmo, nunca entendi esse negócio de superávit". Mas o pessoal na platéia do debate não gostou nem um pouco. Crivella: "Eles sabem o que é".

Vaca de presépio

Depois Bittar 'acusou' Jandira de fazer parte da base governista, já que seu partido é aliado do PT em Brasília. Detalhe: Jandira foi punida pelo PCdoB por ter votado contra a reforma da Previdência. Argumentou: "O fato de sermos da base do governo não significa que tenhamos que ser vaca de presépio e chapa branca. Nó não temos que votar tudo o que o governo quer". Mesmo sendo eleições municipais, é preciso notar que Bittar tem se comportado exatamente como uma vaca de presépio, que foi exatamente o que Jandira quis dizer. O governo manda, Bittar e outros 40 ou 50 deputados petistas (metade da bancada) confirmam. Sem contestação. Já é famosa a referência a estes parlamentares como "apertadores de botão".

Cesar Maia também criticou o tratamento que o governo federal dá aos servidores públicos e falou seu chavão de sempre: "Para mim, servidor público não é despesa, é investimento". Bittar, por sua vez, criticou a cobrança compulsória de 2% do salário bruto dos servidores municipais, previsto no plano de saúde que a Prefeitura tentou implementar no começo de 2004. Cesar Maia sancionou a lei complementar 67/2003, que cria o plano de saúde dos servidores, mas vetou o artigo que dispunha sobre a não obrigatoriedade da cobrança.

Crivella falou ainda que Cesar não soube renegociar a dívida da prefeitura. Disse que a prefeitura tinha uma dívida de 4 bilhões em 99 e, como a prefeitura não pagou 20% (800 milhões) nem renegociou, a dívida subiu de novo.

Visita do papa

Coitado. Citado duas vezes pelo Conde. Para argumentar que em 2000 a cidade chegara ao ápice dos investimentos, o ex-prefeito afirmou que, no período em que estava à frente da prefeitura, recebeu diversos líderes mundiais. Fica no ar de que, uma vez Cesar Maia eleito, o papa se mandou e nunca mais quis voltar.

Parcerias

Bittar criticou a suposta incapacidade de Cesar Maia de construir parcerias na região metropolitana. Falou também das diferenças que o prefeito tem com o governo do Estado: "O senhor não foi uma única vez no Palácio das Laranjeiras". Conde falou que o Rio precisa de uma administração que não seja briguenta: "Não sou prefeito do isolacionismo".

Cesar se defendeu dizendo que faz parcerias entre municípios da região metropolitana nas áreas de transporte e meio ambiente, por exemplo. E cutucou o petista Bittar: "Estamos inclusive apoiando Godofredo, em Niterói, e Lindberg, em Nova Iguaçu". Bittar respondeu dizendo que Cesar reconhece até em sua página de campanha na Internet que o programa do PT é bom. "Por isso que eu sou candidato do PT".

Transportes

Segundo Bittar, documentos do Tribunal de Contas do Município comprovam que a fiscalização dos transportes do Rio é ficção: apenas 13 pessoas. Cesar Maia, ao responder, abaixou mais ainda o número: 12. Mas disse que a Câmara dos Vereadores 'resistiu' em aumentar este número, que apenas recentemente teria pulado de 12 para 120.

Jandira Feghali lembrou que César tem maioria na Câmara. Por que a casa teria "resistido", então? Ela acha que a resistência vem da própria prefeitura, que "tem uma relação estranha com as empresas de ônibus" (‘indústria do engarrafamento’). Perguntou: "Por que não cancela a linha que não cumpre a lei?" E finalizou, agora voltando-se para Conde: "É a primeira vez que o trem está mais caro que o ônibus, fiscalizado pelo governo do Estado".

Cesar respondeu dizendo que a prefeitura adotou sistemas de integração com o metrô — às vésperas da eleição, que se diga — e criticou o bilhete único do PT por conta do forte subsídio da prefeitura paulista. Conde respondeu com seu ônibus a um real: "Trata-se de um subsídio social, pois subsídios já existem".

Cesar afirmou também que em São Paulo estudante paga meia nos ônibus. No Rio não paga nada, mas é limitado o número de viagens — fato criticado por Jandira, que prometeu acabar com o limite.

Bittar criticou ainda o fato de o prefeito ter prometido uma série de medidas na área, sem ter realizado a maioria. A mais famosa é o "trêm japonês". Cadê? Já Crivella afirmou que é preciso ter "espírito público". Propôs a criação de corredores exclusivos como forma de atender os mais de 1 milhão e 600 mil usuários que utilizam ônibus todos os dias.

Pesquisas

Nenhum jornal, pelo que eu li, comentou a acusação da deputada Jandira Feghali de que o prefeito Cesar Maia teria comprado a pesquisa Vox Populi às vésperas da eleição de 1996, em benefício do seu então aliado Luiz Paulo Conde.

Jandira leu um trecho do livro (Política é Ciência, Editora Revan, 1998) em que Cesar teria dito isso sem pudor. “Estou com seu livro aqui de 1998 e nele o senhor diz explicitamente que comprou o Vox Populi nas eleições de 1996. O senhor diz que chamou o Vox Populi e perguntou: ‘Quanto custa?”, diz Jandira. Fala até qual foi a página: 92. A revista Consciência.Net não irá se manifestar sobre o assunto até ler o trecho citado. O livro já foi encomendado. Os jornais, com melhor estrutura que a revista, poderiam tê-lo feito. Mas não fizeram.

Cesar argumentou dizendo que a declaração era uma referência à necessidade que sua candidatura tinha de obter o resultado da pesquisa. De qualquer forma, Jandira deixou uma pergunta no ar: "Qual a relevância dos institutos de pesquisa?" No Rio, sabe-se que os pesquisados quase sempre tentam saber quem está ganhando. Não querem "desperdiçar o voto". Patético. Desperdício é votar com base em pesquisas, e não em propostas e idéias.

Preconceito e eleições

Quem tocou no assunto foi Conde, se solidarizando com Jandira Feghali. Ela: "Quando não se tem argumento, se agride. Sou uma mulher que cresceu na política pelas próprias pernas, pela participação social, e não pela família". Faz referência ao prefeito, que a ofendeu de diversas formas, utilizando inclusive as próprias netas. No final, já nos bastidores, Jandira deu a Cesar uma peruca que lembra o cabelo da deputada. Ao receber, Cesar se desculpou pela brincadeira que tinha feito semanas antes sobre o visual de Jandira.

Durante o debate, ela não perdoou: "É lamentável esse terrorismo que se faz para que as eleições acabem no primeiro turno, assim como essa expectativa que se cria como se tivesse uma vila olímpica em cada canto da cidade". Todos fizeram coro na frase repetida por Bittar e Conde: "Cesar Maia, seu governo é virtual".

Conde estava cheio das frases: "É um político esperto. Eu não, eu sou arquiteto". E depois: "Eu amo a minha cidade, não amo a política". E outra: "Vocês precisam de um prefeito que esteja casado com a cidade". Qual a lógica? Ferrou, tem que casar?

Bate-boca

Conde disse que ama a
cidade, mas não a política
Cesar disse que documentos do Ministério Público mostravam que o faturamento das duas empresas teria crescido de R$ 208 mil antes de Conde ser eleito prefeito para R$ 6,2 milhões em 1997, quando já tinha assumido. "Isso é mentira do atual prefeito", reagiu Conde. "Não é verdade. O documento é falso, forjado. Nem inquérito foi aberto. Coisa vil, mesquinha, de baixo nível que ele, sem vergonha, vem trazer".

No bloco seguinte: "Queria pedir desculpas aos telespectadores. Não sou um ator, não sou frio, sou quente. Quando vejo mentiras em relação a mim tenho que reagir com energia. Vou me controlar daqui pra frente, mas de vez em quanto saio dos trillhos. De vez em quando sou humano também". Cesar só tem essa denúncia contra Conde, ao que parece. Em outubro de 2000, durante debate da TV Bandeirantes, Cesar também citou o suposto favorecimento. E só se preocupa com tal "injustiça" perto das eleições.

Conde também levantou dúvidas sobre favorecimento de campanha. Argumentou que as construções imobiliárias — que dependem do prefeito para aprovação — estão revestidas com outdoors da campanha de Cesar.

Globo

Bittar e Jandira foram os que mais criticaram a condução do debate por parte da apresentadora Leilane Neubarth. No segundo bloco, a produção da Globo concedeu diversos direitos de resposta para Conde e Cesar Maia, que continuavam a se insultar. Jandira foi a mais enfática, aplaudida nos bastidores: "Devia ter direito de resposta para mentira. O programa Saúde da Família tem a pior cobertura do país. As mulheres morrendo com a senha na fila. É brincadeira, um descompromisso com a vida!", desabafou.

Leilane sempre pedia aos candidatos para serem sucintos, dizendo: "A pergunta, por favor". Na vez de Jandira, disparou: "Você está dissertando". Jandira não deixou por menos: "Eu dispenso sua opinião". Quando Leilane disse que ele poderia continuar, Jandira alfinetou: "Ah, bom".

Segundo turno?

Cesar Maia fechou dizendo que foram 45 dias de programa de televisão em que ele teria sido diariamente insultado e caluniado. "Consegui, por isso, 44 minutos de direito de resposta". Bittar destacou a importância do segundo turno: "Indecisos estão indecisos porque não houve debate".

Conde ressalta as seguintes características: carioca, ama essa cidade, fará um governo humano, responsável, sem factóides, não ama política, ama o Rio. Visita do papa, visita de presidentes de outros países, linha amarela, mergulhão da praça XV. Acusa o prefeito de querer Crivella no segundo turno, mas quis mostrar confiança de que era ele quem ia. Crivella disse que fez justiça social "com recursos próprios, lá no sertão, com mais de R$ 10 milhões para ajudar essas crianças carentes". Quer fazer o mesmo no Rio.

Jandira criticou as incoerências das coligações da esquerda com a direita, disse ter quase 20 anos de vida pública. Qualidades que quis ressaltar: mulher, mãe, vai criar creches de família, é coerente e que nunca votou contra o povo. Segundo ela, o debate "conseguiu reproduzir o que foram os últimos doze anos. Ao mesmo tempo, o debate mostrou as incoerências das alianças da esquerda com a direita, da esquerda que vota contra o aposentado e defende o aumento do superávit primário".

Acompanhe em www.consciencia.net a repercussão do resultado das urnas.
 
 

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