Perseguição indevida
Carlos Chagas, 29 de maio, 2004

Os jornais publicaram a imagem do ministro Ciro Gomes sendo autuado pela vigilância sanitária, por estar fumando no recinto do Congresso. É preciso renovar o apelo: vamos acabar com essa palhaçada? Se querem banir o fumo das relações sociais, então que fechem as fábricas de cigarro. 

Porque perseguir o fumante como se fosse um réprobo, expondo-o a sucessivas humilhações, é farisaísmo. O cigarro faz mal à saúde? Faz. Felizes daqueles que não foram induzidos a fumar, geralmente por força de monumental propaganda desenvolvida por décadas a fio. 

Mesmo tendo cerceado a publicidade de cigarros, de alguns anos para cá, os governos continuam recebendo os vultosos impostos pagos pelos produtores de tabaco. Os candidatos a postos eletivos nunca rejeitam as polpudas contribuições eleitorais das fábricas. 

A solução, no meio dessa hipocrisia, é agredir o fumante. Deve a vigilância sanitária postar-se nas esquinas das principais ruas das grandes cidades, fiscalizando o escapamento dos gases dos motores dos ônibus, caminhões e carros, capazes de intoxicar a população muito mais do que o cigarro. Por que não autuar também as fábricas de veículos? Ou os produtores de agrotóxicos?
 


Tabagismo

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