RS: Rigotto retoma às
práticas da ditadura, diz deputado
Governador estaria filmando movimentos sociais para identificar manifestantes. Da redação, 14 de abril, 2004
O parlamentar disse que é inconstitucional aos órgãos do Estado guardar e manter arquivadas imagens ou arquivos de cidadãos comuns que nada têm a ver com a delinqüência. O deputado ressalta que os órgãos de segurança pública estadual têm que focar noutro lugar para localizar os protagonistas da crise que atinge a violência. "O espelho seria o instrumento mais adequado para identificar a ineficiência dos atuais gestores públicos", avalia Marcon. O parlamentar critica uma série de ações desenvolvidas pela gestão da segurança pública nos últimos dias e que atentam contra os princípios constitucionais. "A repressão aos professores que realizavam manifestação pacífica na frente do Palácio e a abordagem aos moradores de rua, que sofreram humilhação e recolhimento forçado em Porto Alegre, sem que houvesse o provimento de assistência, demonstra que o atual governo trata os pobres como caso de polícia", observa. "Ao tentar buscar nos pobres a origem da injustiça social, o atual governo desvia o foco dos culpados pelas desigualdades sociais que afetam o povo", avalia. Marcon entende que o atual governo optou por se aliar às elites, rechaçando as classes mais pobres. O parlamentar recorda, por fim, que os órgãos de segurança pública estadual são reincidentes em agir na ilegalidade. Em 1996, o Legislativo gaúcho investigou ações ilegais contra movimentos sociais. Na oportunidade, um relatório estabeleceu os limites da espionagem oficial, que deve se limitar aos casos de investigação da delinqüência.
Cidades | Brasil
|