Taxa de assinatura telefônica pode acabar
Bruno Ribeiro dos Santos e Gustavo Barreto
Consciência.Net, 22 de janeiro, 2004


Ligue para o número 0800 619.619 gratuitamente e solicite que o Projeto de Lei 5476/2001 entre em votação. Este projeto modifica a lei nº 9472 de 16/07/97 e determina que a estrutura tarifária dos serviços de telefonia fixa comutada, prestados em regime público, seja formada apenas pela remuneração das ligações efetuadas – ou seja, você só paga pelo que ligou, sem assinatura. Este PL está tramitando na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, em situação de “aguardando parecer”.

Esse é o 0800 da Câmara dos Deputados. Você liga e fala que quer deixar seu nome em apoio ao projeto 5476/2001, que acaba com a cobrança da assinatura dos telefones fixos. Quanto mais gente ligar mais fácil do projeto ir à votação. Portanto divulguem.

Para verificação visite a indicação original na página da Câmara
http://www.camara.gov.br/Internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=34235

Divulgue junto com o endereço original para que o e-mail não vire spam
http://www.consciencia.net/2004/mes/01/telefone.html


.
fim da assinatura de telefone
Novo ministro apóia autor de projeto
Sérgio Ripardo, Folha Online, 23 de janeiro, 2004


O andamento do projeto de lei que acaba com a cobrança da assinatura básica na telefonia fixa é um dos desafios para o novo ministro das Comunicações, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Na gestão de Miro Teixeira, o projeto chegou a entrar na pauta de votação da Câmara, provocando um tombo nas ações do setor de telecomunicações. As empresas de telefonia podem perder faturamento se a medida foi aprovada e entrar em vigor.

O projeto do fim da assinatura é de autoria do deputado licenciado Marcelo Teixeira (PMDB-CE), que é ligado ao grupo político de Eunício. Atualmente, Teixeira é secretário de infra-estrutura de Fortaleza (CE).

Neste ano, Eunício indicou Teixeira para para disputar a Prefeitura de Fortaleza nas eleições de outubro.

Caso decida tomar uma medida de apelo popular, o novo ministro poderá apoiar a aprovação do fim da cobrança da assinatura na conta do telefone, o que pode render dividendos eleitorais para o amigo e aliado Teixeira.

O projeto de lei determina também a cobrança apenas dos pulsos e minutos efetivamente utilizados durante a ligação.

Analistas financeiros alertam, no entanto, que a aprovação do projeto poderá afugentar investimentos estrangeiros no setor porque representa "uma mudança nas regras".
 

leia mais
editorial
Onde entra o Estado
G.B., 26 de janeiro, 2004


Quando começaram a aparecer as primeiras reportagens sobre o projeto de lei que acaba com a assinatura de telefone fixo, não houve muita preocupação com o bolso do consumidor. Destacou-se apenas que a medida poderia "afugentar investimentos", já que os lucros dos investidores internacionais seriam revertidos em benefício da população. Falou-se ainda que seria uma "mudança de regras no meio do jogo".

As despesas de manutenção são facilmente pagas sem o adicional da assinatura, a não ser que o serviço público de telefonia seja considerado um "investimento" — como de fato ocorre. Desta forma, os lucros precisam ser maiores.

O problema em considerar áreas essenciais à nossa sobrevivência um investimento é simples: todas essas áreas são deficitárias. É por isso que devem ser papel do Estado. Das duas uma: ou o cidadão sai prejudicado com serviços incompletos e/ou taxas abusivas, ou a empresa não dá lucro e os investimentos desaparecem.

Deve-se pensar com seriedade na reestatização de setores estratégicos para o País. Por sinal, uma promessa histórica do PT que, até agora, não mexeu uma palha — e ainda pensa em privatizar, conforme relatório do ministério da Fazenda, o Banco do Estado do Maranhão (BEM).

Foi, entretanto, no PMDB que se deu o primeiro passo: o governador do Paraná, Roberto Requião, assinou em janeiro de 2004 cinco decretos para a reestatização de estradas, declarando-os de "utilidade pública, para fins de desapropriação e aquisição do controle acionário, 100% das ações com direito a voto".

Por estratégico, sigo o historiador e economista egípcio Samir Amin, que afirma estar a dominação hegemônica das nações mais desenvolvidas centrada em cinco áreas: (I) Tecnologia; (II) Fluxos financeiros; (III) Informação e Cultura; (IV) Armamentos e (V) Recursos Naturais.

Nota-se: para um investidor privado, pouco importa se há pessoas passando fome ou sem o direito a saúde pública de qualidade. Se não existir algum tipo de retorno financeiro, pouco se importarão com nossas necessidades.


Serviços

Busca no site | Café da Manhã | Principal..Consciência.Net


Publicidade

.