OBSERVATÓRIO
Aula Virtual e Democracia
boletim 8, ano 2 — março de 2005
Jornalista responsável: Cláudio Júlio Tognolli (CJT)
www.aulavirtualedemocracia.cjb.net
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Ilan Gur-Ze-ev
• PhD.em Filosofia da Educação
• Universidade de Haifa, Israel
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Este artigo apresenta um novo conceito de reflexão que se coloca em contraste com o sentido costumeiro do conceito, ao qual reservaremos o termo “reflexo”. Este contraste corresponde também a uma distinção entre educação padronizadora e contra-educação. Defendemos que nos quadros de uma educação que tem como objetivo adaptar padronizando não cabe o termo “reflexão”, mas apenas o de “reflexo”. Em contraste ao reflexo, a reflexão manifesta uma luta do sujeito contra os efeitos do poder que governa a constituição de seu aparato conceitual, seu conhecimento, sua consciência e suas limitações e possibilidades de funcionamento bem sucedido. O reflexo re-apresenta o domínio hegemônico do auto-evidente e da violência produtora da ordem social e cultural. A reflexão, por contraste, visa à transcendência e representa uma compromisso moral a respeito da alteridade do Outro, cujas relações de poder em cada domínio de auto-evidência nos obriga à negligência, à destruição ou ao consumo. A transcendência é uma utopia concreta e assim também é o sujeito quando em comunicação não-repressiva com o Outro: eis as partes e parcelas de nossas possibilidades presentes, às vezes em arenas microscópicas, pelas quais se luta e que, às vezes, até se concretizam.

Fonte:  REFLEXO, REFLEXÃO E CONTRA-EDUCAÇÃO; Tradução do Inglês para o Português: Newton Ramos-de-Oliveira

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Andrew Lewis Feenberg
• Ph.D., Philosophy
• Simon Fraser University Canadian - School of Communication Research Chair Philosophy of Technology
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Acredita-se amplamente que a sociedade tecnológica está condenada à administração autoritária, ao trabalho irracional, e ao consumo igualmente irracional. As críticas sociais afirmam que a racionalidade técnica e os valores humanos competem pela alma do homem moderno. Este livro desafia tais clichês concebendo novamente a relação da tecnologia, racionalidade e democracia. A minha tese é a possibilidade de uma reforma verdadeiramente radical da sociedade industrial.Eu argumento que a degradação do trabalho, da educação e do ambiente está enraizada não na tecnologia per se, mas em valores antidemocráticos que governam o desenvolvimento tecnológico. As reformas que ignoram este fato fracassarão, incluindo noções tão populares como um estilo de vida simplificado ou uma renovação espiritual. Por mais desejáveis que estes objetivos possam ser, nenhum progresso pode acontecer em uma sociedade que sacrifica milhões de indivíduos pela produção e desapodera seus membros em todos os aspectos da vida social, do prazer à educação, do cuidado médico ao planejamento urbano.

Fonte: Tecnologia e o Fim da História; Tradução do Inglês para o Português: Newton Ramos de Oliveira

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Renato Peixoto Dagnino
• Doutor em Economia (Unicamp).
• Instituto de Geociências, Unicamp
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Como qualquer proposta alternativa baseada numa crítica à situação presente, este trabalho possui muito de particular, de individual. Ele reflete uma opinião acerca da realidade que se descreve, que se quer explicar, e sobre a qual se quer atuar e modificar. Ele supõe, portanto, a concepção e emprego de modelos de tipo descritivo, normativo, prospectivo e institucional que permitam iluminar o caminho que vai de uma situação presente para outra futura, desejada. Por esta razão, e por ser este trabalho uma síntese de uma visão que foi sendo desenvolvida ao longo de anos de reflexão, pesquisa, docência e atuação na formulação, implementação e avaliação de políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação, muitas das obras que se indica como referência para o melhor entendimento das idéias expostas são do seu autor. Assim, a maior parte das notas apresentadas no final deve ser entendida mais como uma indicação da fonte original do que se está referindo, ou uma sugestão de leitura adicional, do que como algo imprescindível para seguir a leitura.

Fonte: A relação Pesquisa – Produção: em busca de um enfoque alternativo

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Leonardo Lazarte
• Dr. em Matemática e coordenador do Núcleo de Estudos da Sociedade da Informação da UnB
• Universidade de Brasília
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Além da dimensão econômica e suas implicações, a Sociedade da Informação traz mudanças na forma em que interpretamos o mundo, impacta nosso ambiente interior e põe novos desafios a nossas relações sociais. O surgimento de novos modos de cognição, a busca de novos meios de vida - vida interior - e um foco humanista na interação entre a tecnologia e as necessidades sociais são algumas dimensões  destas dimensões pouco exploradas.

Fonte: Ecologia cognitiva na sociedade da informação

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Marco Silva
• Dr. em Educação e Sociólogo
• Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Estácio de Sá
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Vivemos a transição do modo de comunicação massivo para o interativo. Um processo em curso de reconfiguração das comunicações humanas em toda sua amplitude. No universo tecnológico temos a emergência do dispositivo "conversacional". No ambiente da propaganda e marketing busca-se o diálogo entre produtor, produto e cliente. E na esfera social o novo espectador é menos passivo diante da mensagem fechada à sua intervenção e procura fugir do modelo de recepção clássica.A disposição interativa permite ao usuário ser ator e autor, fazendo da comunicação não apenas o trabalho da emissão, mas co-criação da própria mensagem e da comunicação. Permite a participação entendida como troca de ações, controle sobre acontecimentos e modificação de conteúdos. O usuário pode ouvir, ver, ler, gravar, voltar, ir adiante, selecionar, tratar e enviar qualquer tipo de mensagem para qualquer lugar. Em suma, a interatividade permite ultrapassar a condição de espectador passivo para a condição de sujeito operativo.

Fonte: Sala de Aula Interativa: A Educação Presencial e a Distância em Sintonia com a Era Digital e com a Cidadania

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Cláudio Júlio Tognolli
• Dr. em Ciências da Comunicação e Jornalista
• Universidade de São PauloUniFIAM-FAAM..—..Faculdade de Ciências da Comunicação
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Como gosta de lembrar o repórter Rubens Filial Valente, Max Weber chamava os jornalistas de política de "cães de Lázaro": ficam aguardando as migalhas que se lhes atiram. Os cães de Lázaro, de uns tempos para cá, migraram da política (de seus trambiques e sinecuras) e reingressaram discretamente no aparelho do poder cobrindo assuntos de inteligência. Uma área que muitas vezes não dispõe –ainda que requeira – do vocábulo que lhe dá o nome, e assim o que era inteligência acaba virando uma persuasão adulatória por meias-verdade

Fonte: Abin e os cães de Lázaro

Pensar dá trabalho, navegar logicamente na internet talvez mais ainda. E se comprazer com a ortodoxia talvez seja, neste mundo, dos males o pior.

Fonte: Gating versus Imprinting

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Raquel Moraes
• Doutora em Educação
• Universidade de Brasília - Faculdade de Educação
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O artigo tem o objetivo de discutir a tese de que as tecnologias podem ser usadas como instrumentos de domínio ou de emancipação, podem fortalecer os trabalhadores ou podem ser usadas pelo capital como poderosos instrumentos de dominação,  assinalando alguns problemas que a educação deve superar no sentido de lutar contra o uso ideológico da mídia pela classe que detém os meios de comunicação de massa.

Fonte: Mídia e Educação

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Gustavo Barreto
• Estudante de Comunicação Social e Editor da Revista Consciência.net
• Universidade do Rio de Janeiro e Consciência.net
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Esta expressão, que os sociólogos mais preguiçosos têm usado de forma quase que religiosa para explicar coisas que eles não entendem, vem a ser um dos maiores mitos que nossa sociedade criou nos anos 90. O que é, afinal, globalizado hoje em dia? Muito desse clima em torno do conceito de “globalização” vem da completa falta de informação das pessoas e, principalmente, da falta de capacidade que o cidadão contemporâneo tem de ligar os fatos, mesmo estando muito bem informado (ou por causa exatamente desse excesso de informação). Selecionam com carinho o que deve ser globalizado - eventos esportivos, músicas sem conteúdo e filmes com forte conteúdo publicitário - e o resto chamam de regional.

Fonte: Globalizaram a globalização
 
 

Aula Virtual e Democracia
boletim 8, ano 2 — março de 2005
Jornalista responsável: Cláudio Júlio Tognolli (cjt)
Edição: Raquel Moraes e Gustavo Barreto
 
Observatório de Inclusão Educacional e Tecnologias Digitais - Unesco / UnB
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