observatório
Aula Virtual e Democracia
boletim 7, ano 2 — fevereiro de 2005
Jornalista responsável: Cláudio Júlio Tognolli (CJT)
www.aulavirtualedemocracia.cjb.net
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Ilan Gur-Ze-ev
• PhD.em Filosofia da Educação
• Universidade de Haifa, Israel
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Neste artigo, trato da resposta dos teórico-críticos aos desafios postos pelo ciberespaço. Parte desse discurso não segue a bandeira da “pedagogia crítica”, mas coloca-se sob títulos como “leitura crítica” ou “educação mediática crítica”. A tais atitudes refiro-me como “críticas”. Reconstruo as esperanças dos pensadores críticos quanto ao ciberespaço para tentar mostrar quais elementos específicos se conceituam como potencialmente críticos e emancipadores, e aprofundo seu significado. Concluo problematizando o conceito de educação e o conceito de crítica dos otimistas do ciberespaço; e articulo uma perspectiva diferente sobre o potencial educativo do ciberespaço dentro do quadro de uma contra-educação.

Fonte:  É POSSÍVEL UMA EDUCAÇÃO CRÍTICA NO CIBERESPAÇO?; Tradução do Inglês para o Português: Newton Ramos-de-Oliveira

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Andrew Lewis Feenberg
• Ph.D., Philosophy
• Simon Fraser University Canadian - School of Communication Research Chair Philosophy of Technology
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O debate entre Marcuse e Habermas sobre a tecnologia marcou um importante ponto de mudança na história da Escola de Frankfurt. Após 1960, a influência de Habermas cresceu ao mesmo tempo em que a de Marcuse declinava e a Teoria Crítica adotava uma posição bem menos utópica. Recentemente tem havido um renascimento da crítica à tecnologia bastante radical no movimento ambiental e por influência de Foucault e do construtivismo. Este artigo instaura um novo olhar ao debate original a partir  desses desenvolvimentos recentes. Ao mesmo tempo que muitos dos argumentos de Habermas permanecem convincentes, sua defesa da modernidade parece agora conceder demais às exigências da tecnologia autônoma. Seu quadro essencialista da tecnologia como aplicação de uma forma puramente instrumental da racionalidade não-social é menos plausível após uma década de pesquisas históricas sobre os estudos tecnológicos. Este artigo argumenta que Marcuse tinha razão ao afirmar que a tecnologia é socialmente determinada, mesmo que não tenha tido êxito ao defender seu insight. O artigo tenta chegar a uma nova abordagem da crítica à tecnologia ao recorrer tanto ao construtivismo quanto à teoria da comunicação de Habermas. Mostra-se, agora, a essência da tecnologia como histórica e reflexiva, à semelhança de outras instituições sociais. Por ser uma instituição, sua racionalidade sempre se implementa em formas marcadas pelos valores e sujeitas à crítica política.

Fonte: MARCUSE OU HABERMAS: DUAS CRÍTICAS DA TECNOLOGIA. Tradução do Inglês para o Português: Newton Ramos de Oliveira

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Renato Peixoto Dagnino
• Doutor em Economia (Unicamp).
• Instituto de Geociências, Unicamp
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De uma forma bastante genérica e mesmo ingênua, mas adequada à finalidade deste trabalho, é possível classificar as formas de abordar o campo dos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia ou, mais especificamente, a relação Ciência, Tecnologia e Sociedade, em duas grandes categorias. A primeira possui como foco privilegiado de análise, ou como elemento determinante da dinâmica da relação, o seu primeiro pólo, a C&T; enquanto que, a segunda, a Sociedade. Esta primeira forma de abordagem, que aqui denominamos correndo o risco do simplismo “com foco na C&T”, caracteriza-se pela suposição de que a C&T avança contínua e inexoravelmente, seguindo um caminho próprio, podendo ou não influenciar a sociedade de alguma maneira.Para a segunda abordagem, que aqui denominamos “com foco na sociedade”, o caráter da C&T, e não apenas o uso que dela se faz, é socialmente determinado e, devido a essa funcionalidade entre a C&T e a sociedade na qual foi gerada, ela tende a reproduzir as relações sociais prevalecentes e, até mesmo a inibir a mudança social.

Fonte: Enfoques sobre a relação Ciência, Tecnologia e Sociedade: Neutralidade e Determinismo

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Cláudio Júlio Tognolli
• Dr. em Ciências da Comunicação e Jornalista
• Universidade de São PauloUniFIAM-FAAM..—..Faculdade de Ciências da Comunicação
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A capa da revista IstoÉ deste fim de semana não é uma reportagem, é um portento ao escárnio. A entrevista "exclusiva" com o "agente da CIA que prendeu Zé Dirceu" foi publicada por mim e pelo Marcelo Rubens Paiva na capa do Caderno Mais!, da Folha de S.Paulo, de 23 de agosto de 1998. Paiva fora procurado pela historiadora Martha Huggins, que ofereceu documentos exclusivos sobre a presença da CIA no movimento de 64. Daí, juntamos esforços e passamos pelo menos três meses fazendo a reportagem. Coube a Paiva buscar o alto clero, como Vernon Walters, e a mim achar o baixo clero, como Erwing, que era meu amigo de pelo menos 10 anos.Nossa reportagem, mesmo tendo sido citada com vasto fôlego pelo Elio Gaspari em seu livro, agora aparece como exclusiva na IstoÉ. Esta é a grande piada de 2005, até agora. Segue a entrevista do Erwing, de 1998.

Fonte: "Exclusiva" foi feita em 1998

Apesar da desconversa das elites, nenhuma campanha hoje em vigor no Brasil tenta focar a perda ou incapacitação permanente de pessoas que abusaram das drogas porque buscavam simplesmente o prazer.

Fonte: Os vícios da contracultura

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Raquel Moraes
• Doutora em Educação
• Universidade de Brasília - Faculdade de Educação
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No filme 2001, Uma Odisséia no Espaço, o cineasta Stanley Kubrick mostra o desenrolar da técnica enquanto instrumento de trabalho até tornar-se tecnologia em meados do século XVIII da era cristã, quando a ciência incorporou-se definitivamente nos meios de produção. O filme, belíssimo, começa há cerca de 40.000 anos AC no período geológico conhecido como Paleolítico, quando o homem se distinguiu do hominídio ao usar um objeto (pedra) com a intenção de fazer dele um instrumento de luta contra um animal.

Fonte: Kubrick, a Técnica e a Tecnologia

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Gustavo Barreto
• Estudante de Comunicação Social e Editor da Revista Consciência.net
• Universidade do Rio de Janeiro e Consciência.net
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Josué é humilde, mas levanta às cinco da manhã, de domingo a domingo, com muito orgulho. Ele mora em um desses municípios que se convencionou chamar de "arranjos produtivos locais". Josué não sabe o que o termo significa. Aos 69 anos, só teve chance de chegar à quarta série. Mas logo viu o resultado: emprego para todos os parentes, dez no total, e muitos festejos no fim de semana. Os arranjos produtivos são cidades que se especializaram na produção de determinados produtos e, para continuar se expandido e ganhando mercados, fazem parcerias com o setor público e estimulam a geração de conhecimento.

Fonte: A difícil escolha entre purê e batata frita
 
 

Aula Virtual e Democracia
boletim 7, ano 2 — fevereiro de 2005
Jornalista responsável: Cláudio Júlio Tognolli (cjt)
 
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