observatório
Aula Virtual e Democracia
boletim 2, ano 1julho de 2004
Jornalista responsável: Cláudio Júlio Tognolli (CJT)
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Ilan Gur-Ze-ev...PhD.em Filosofia da Educação
Universidade de Haifa, Israel
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A influência da Teoria Crítica sobre a atual filosofia da educação é imensa. Tais manifestações ultrapassam os horizontes de uma Pedagogia Crítica como realização concreta da Teoria Crítica no processo de escolarização. Mesmo em sentidos restritos de escolarização, pedagogias feministas, teorias da educação multiculturais e pós-coloniais, estudos culturais, bem como de leitura e escrita críticas ou educação estética observa-se a influência das idéias de Theodor Adorno, Max Horkheimer, Herbert Marcuse, Walter Benjamin, Erich Fromm e outros membros da Escola de Frankfurt. Algumas dessas influências se evidenciam claramente em significativos pensadores da educação como Paulo Freire, Henry Giroux e Kathleen Weiler; outras são menos explícitas ou subterrâneas e realizadas indiretamente. Não chega a ser novidade que algumas dessas influências venham vestidas como pós-modernas e sejam oferecidas — que ironia! — como alternativas à modernidade da Teoria Crítica e à arrogância do Esclarecimento e do projeto autodestrutivo da educação.

Fonte:  A Teoria Crítica e a possibilidade de uma pedagogia crítica não-repressiva — Tradução do Inglês para o Português: Newton Ramos de Oliveira (rascunho) —  Ler em Inglês: Toward a Non-Repressive Critical Pedagogy — Tradução do Hebreu para o Inglês: Ilan Gur-Ze´ev (first draft)

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Leonardo Lazarte...Dr. em Matemática e coordenador do Núcleo de Estudos da Sociedade da Informação da UnB
Universidade de Brasília
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O problema social mais agudo no Brasil, hoje, é a exclusão social. Dele decorrem vários outros, percebidos pela maioria da população como mais prementes: segurança, desemprego, pobreza. Exclusão social é um modo de organização social que não se limita às condições econômicas. Implica aceitar como natural não só grandes desigualdades materiais, mas também grandes diferenças no tratamento dos indivíduos pela sociedade. A universidade, instituição social, incorpora a naturalidade com que a sociedade vê a exclusão. Quem tem diploma ‘‘de curso superior’’, mesmo que delinqüente, tem direito a tratamento diferenciado: prisão especial. O mesmo diploma dá direito a adicional salarial, independentemente da qualificação para a função. Assim, o que o aluno — e sua família —, espera, exige da universidade, é diplomação, não capacitação.

Fonte: Universidade, agente de exclusão. Há alternativas?

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Marco Silva...Dr. em Educação
Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Estácio de Sá
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"Interatividade" é o princípio mais interessante do mundo digital, ou seja, da Internet, do site, do game, do software. E se apresenta certamente como o maior desafio da mídia de massa, que busca alucinadamente a participação do público para enfrentar a Internet. Assim como inspira a inquietação dos programadores da mídia tradicional, a interatividade também pode despertar o interesse dos professores para uma nova comunicação com os alunos em sala de aula.

Fonte: Pedagogia do Parangolé

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Cláudio Júlio Tognolli...Dr. em Ciências da Comunicação e Jornalista
Universidade de São Paulo e  UniFIAM-FAAM ....Faculdade de Ciências da Comunicação
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Protocolos vitriólicos, nem explicáveis por todo amor à filosofia do jornalismo, conectam, num insigth bastante curioso, estudos fundamentais da estética e da ética, sempre na tentativa de explicar os porquês de o público demandar, mais do que as TVs distribuírem, o esgoto televisivo dominical. A discussão sobre as nimiedades específicas do domingo, na TV, poderia render "n" tratados midiáticos, condenados indesviavelmente ao mesmo lugar a que as bibliotecas destinam os daguerreótipos esmaecidos: o opróbrio. Curiosa, nessa filosofia, e inaudita, sobretudo, a determinação do Ministério Público de São Paulo, semana passada, de corrigir as teratologias de nossa TV, estéticas e morais, pelo Código de Defesa do Consumidor.

Fonte: Domingo Ilegal

Como se vê, seja nos EUA, seja na Casa Civil, seja na Prefeitura de São Paulo, instala-se a vontade do veto geral às informações públicas. Que perigosamente poderá ter a sua coroação em agosto próximo, quando o STF vota a limitação dos poderes de investigação do Ministério Público. Em todo o mundo, e no Brasil e nos EUA em particular, ensaia-se um cala-boca histórico contra o jornalismo. Ainda não se esboçou o que deveria ser necessário: um reativo ronco popular do tamanho das Diretas Já. Até nisso estamos ficando mais lentos, apesar da internet e dos celulares: esperemos que não seja tarde demais.

Fonte: O Fator Rumsfeld

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Raquel Moraes.(à esquerda)..Doutora em Educação & Vera Siqueira.(à direita)..Mestre em Educação
Universidade de Brasília - Faculdade de Educação
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No que se refere ao aprendiz, ainda são poucos os estudos sobre a expectativa, a decepção e também a satisfação de alguém que realiza um curso a distância on-line que respondam às seguintes questões: como o aprendiz percebe o novo ambiente e as novas ferramentas de interação? Como reage diante de uma nova temporalidade que alterna momentos síncronos com assíncronos? Como se sente em relação à nova sociabilidade? Como utiliza a escrita em meio eletrônico? Como se vê diante da questão do conhecimento revelado por seus colegas?  Por isso, com base nas ‘falas’ de alunos do curso Introdução à Educação On-line, (4) expressas em diversos espaços e momentos, analisamos neste artigo algumas representações individuais que estão sendo construídas sobre  educação via Internet, considerando que o termo ‘representação’ significa, entre outras acepções, ‘idéia’, ‘conceito’, ‘entendimento’, ‘juízo’, ‘opinião’.

Fonte: Representações em Educação On line: a perspectiva dos aprendizes

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Gustavo Barreto...Estudante de Comunicação Social e Editor da Revista Consciência.net
Universidade do Rio de Janeiro e Consciência.net
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Se gosto de sensacionalismo? Nem um pouco. Mas e daí? Quem sou eu para dizer alguma coisa? Goste ou não goste, um programa de televisão deve levar em conta, em primeiro lugar, o interesse público. Foi com estes olhos que assisti no dia 15, maravilhado, ao programa Cidade Alerta Rio, apresentado por Wagner Montes na Rede Record. O grande "defeito" do programa, diriam os mais elitistas, é essa estranha mania de ouvir pessoas comuns e filmar a vida real da população; ou talvez esta bizarra insistência em não concentrar 90% das reportagens na Zona Sul (zona rica da cidade), filmando também as regiões pobres do Rio de Janeiro.

Fonte:  O alerta da cidade

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Lino Vaz Moniz...Cientista Político e Mestre em Educação
Universidade de Brasília - Faculdade de Educação
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A língua cabo-verdiana surgiu com o povo cabo-verdiano. Surgiu no grito da cena da ribeira e na revolta contra escravatura expressado no ritmo do funaná; na vivência do cotidiano cantado no ‘batuku’; na saudade e no amor infiltrada na melodia da morna e coladeira. Surgiu de uma forma de sentir, pensar e amar diferente de todos os povos do planeta terra. Tudo isso fez a humanidade registrar o nascimento de um povo espalhado em dez ilhas de um arquipélago situado no meio do oceano atlântico, na costa ocidental do continente africano. O grito que registra o nascimento desse povo é o grito da resistência colonial que durante séculos tentou se manter sustentado na tortura, crueldade e genocídio usando ciência e a religião como instrumentos da dominação.

Fonte: A independência linguística

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Roquette-Pinto: O Homem Multidão
Ruy Castro

O poeta e jornalista Amadeu Amaral, secretário da Gazeta do Rio e cronista de O Estado de São Paulo, teve vontade de rir. Fora convidado por seu amigo Edgard Roquette-Pinto para ouvir uma transmissão experimental da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que este acabara de fundar. Roquette contara-lhe maravilhas do rádio, mas não o preparara para o espetáculo que o esperava. Leia o texto completo
 
 

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