OBSERVATÓRIO
Aula Virtual e Democracia
boletim 10, ano 2 — maio de 2005
Jornalista responsável: Cláudio Júlio Tognolli (CJT)
www.aulavirtualedemocracia.cjb.net
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Ilan Gur-Ze-ev
PhD.em Filosofia da Educação
Universidade de Haifa, Israel
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Critical Pedagogy” has many versions today, as does “critical theory”.(1)  With important differences between critical theories and the variety of “critical pedagogies”, identifying the problems of current Critical Pedagogies becomes problematic, and the development of a positive utopian alternative Critical Pedagogy becomes impossible. For all their differences, all current versions of Critical Pedagogy function as part and parcel of normalizing education and its violence. In this article I suggest an alternative critical education as counter-education.

Fonte: Toward a Non-Repressive Critical Pedagogy

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Andrew Lewis Feenberg
Ph.D., Philosophy
Simon Fraser University Canadian - School of Communication Research Chair Philosophy of Technology
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A teoria sociológica da  "era da informação" tinha prometido um instantâneo sucesso no desenvolvimento dos sistemas de vídeotexto público. Na realidade, a maior parte dos experimentos em vídeotexto falharam, apesar das fascinantes predições.  Somente o sistema Teletel francês conseguiu um sucesso de ampla escala e se desenvolveu em algo que, de forma alguma, estava previsto. Tal resultado deve-se às decisões e alterações realizadas no planejamento e no desenho do sistema, que abriram um importante espaço dentro do mesmo, permitindo que os próprios usuários fossem capazes de redirecioná-lo muito além de um simples distribuidor de informação, para um verdadeiro sistema de comunicação humana. Desta forma, não é foi por acidente que a única história de sucesso do vídeotexto desvia-se tão marcadamente das teorias da era da informação que tinham fornecido, até o momento, a sua  raison d'être . Agora, é momento de verificar mais atentamente a experiência francesa como sendo uma clara indicação do viés existente na concepção dominante da sociedade pós-industrial.

Fonte: Da Informação à Comunicação: a Experiência Francesa com o Vídeotexto

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Roberto Aparici
Doutor em Educação
UNED - Espanha
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Comunicación implica diálogo, una forma de relación que pone a dos o más personas en un proceso de interacción y de transformación continua.Pero, el poder  ha disfrazado, metamorfoseado, travestizado el significado de esta palabra y  aunque pueda ser utilizada como sinónimo de “dar a conocer”, “informar”o  “transmitir” su significado es diferente. Si el sinónimo de “comunicación ” es “interacción”, debemos preguntarnos cómo participan en dicho acto o proceso, de qué manera, qué relaciones establecen, qué papel juega cada uno de los que intervienen.El robo ha sido casi perfecto. Y la palabra “comunicación” que implica la idea de transformación, cambio, movimiento ha sido reemplazada por otra que conlleva la idea de transmisión sólo de una parte a otra. La comunicación no establece límites de quién es quien, todos los que participan en este proceso pueden ejercer todos los papeles. El robo, entonces, ha cumplido su objetivo: secuestrar el significado de una de las palabras más hermosas de nuestra lengua: La “comunicación” nos permite poner a todos los que participan en una relación entre iguales. Cualquier otro ejercicio o práctica de la “comunicación” que no implique una relación horizontal pone bajo sospecha a quienes la pronuncian o la ejercen en su nombre.

Fonte: El robo de la comunicación y su proceso de travestización

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Newton Pacciuli Bryan
Doutor em Educação
Faculdade de Educação, Unicamp
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O artigo inicia com as condições que Marx apresenta para o surgimento do capitalismo, mostrando a passagem da produção artesanal para a manufatura e para a produção industrial propriamente dita. Enfatiza a separação gradativa do trabalhador dos meios de produção e de subsistência; a utilização da máquina como forma de potencializar o trabalho humano; e como se dá a dissociação do trabalhador do saber científico-tecnológico, apontando para as contradições existentes nesse processo. Discute as propostas educacionais de Marx no sentido de aliar ensino e trabalho e associar a educação intelectual à educação física e à educação tecnológica. Ressalta a importância das escolas de ensino tecnológico e profissionalizante como uma forma de superar a alienação do trabalho. O Estado é visto como o órgão a assumir a educação, desde que sob o controle dos trabalhadores, a partir de suas próprias conquistas.

Fonte: Educação, Trabalho e Tecnologia em Marx

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Marco Silva
Dr. em Educação e Sociólogo
Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Estácio de Sá
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Pouco se fala sobre isso nas universidades. Pouquíssimo se fala sobre isso nos cursos universitários de Pedagogia – aqueles que deveriam ser os primeiros a se posicionar a respeito. Há uma portaria do MEC que diz: as instituições de ensino superior do sistema federal poderão introduzir, na organização pedagógica e curricular de seus cursos reconhecidos, a oferta de até 20% das disciplinas que, em seu todo ou em parte, utilizem método não presencial, ou seja, a distância. Esta portaria (nº2.253, de 18/10/2001) completa agora um ano e é preciso convocar os professores – não só os universitários – ao debate sobre suas habilidades com o ambiente de aprendizagem online, uma vez que a educação a distância em papel perdeu seu trono para a internet.

Fonte: O Professor Online e a Pedagogia da Transmissão

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Cláudio Júlio Tognolli
Dr. em Ciências da Comunicação e Jornalista
Universidade de São PauloUniFIAM-FAAM....Faculdade de Ciências da Comunicação
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Na edição da semana passada deste Observatório, Nelson Hoineff chamava a atenção para as disquisições e desdobramentos do estado concordatário da Globopar [veja remissão abaixo]. Os apontamentos de Hoineff, com rico numerário, fornecem um singular lastro para uma discussão bem outra: a hoje tão incensada imparcialidade da Globo em relação a Lula e ao PT merece esse nome ou seria apenas um deslavado puxa-saquismo desbundado em relação ao novo presidente do Brasil?

Fonte: Globo e Lula, perguntas e respostas

Apesar da desconversa das elites, há uma luz no fim do túnel quando se fala sobre o acesso às informações públicas no Brasil: a luz é justamente o trem vindo no sentido contrário, pronto para atropelar, com rigores de burocracia medieval, todo e qualquer brasileiro que pretenda receber documentos do Estado. Previsto na Constituição de 1988, o direito dos brasileiros de ter acesso a informações públicas no Brasil nunca foi regulamentado.

Fonte: Abraji cobra transparência do governo

"Fernando Morais prepara ofensiva contra censura", copyright Revista Consultor Jurídico (www.conjur.com.br), 23/05/2005. "O escritor Fernando Morais desembarca em São Paulo na próxima semana, após ter passado um mês em Paris e em Tarbes, no interior da França. Conversando com a revista Consultor Jurídico, nesta segunda-feira (23/5), Morais adianta que sua primeira atitude, ao chegar em solo pátrio, será marcar uma reunião com seu advogado, Manoel Alceu Afonso Ferreira."

Fonte: Censura Togada

Como combater essa superficialidade nada poética que é a leitura rápida, dotada dessa moda de que o que é bom é rápido e vem sempre pela Internet?

Fonte: Repassando Benjamin

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Raquel Moraes
Doutora em Educação
Universidade de Brasília - Faculdade de Educação
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O presente artigo tem por objetivo desenvolver o argumento de que a relação entre a comunicação e a educação não é neutra. Tanto pode veicular/engendrar a opressão como também o seu pólo oposto: a emancipação. Na perspectiva opressora, a “fabricação do consenso” que a comunicação realiza se dá pela via da educação, que é para Chomsky, um processo que visa deseducar as pessoas, tornando-as crédulas. Contra essa relação comunicação-educação para o “senso comum”, a padronização ou o conformismo é que este artigo se propõe a refletir, destacando as idéias de Gramsci, Freire, Gur-Ze’ev, Palácios, Marques de Melo e Tognolli, articulando-as criticamente com o que propõem os grandes conglomerados educacionais e do ensino virtual deste início de milênio. Em vista disso, vindicamos que é necessária uma educação para a o diálogo, a crítica e a reflexão, se queremos superar essa dicotomia, e não somente a educação para a empregabilidade, a competitividade e a inovação, como as grandes corporações da educação e do ensino virtual têm feito propaganda. Ao final, o artigo aponta a necessidade de se agir frente ao pesadelo em que nos encontramos, onde ficções como Admirável Mundo Novo e 1984 se transformaram em realidade.

Fonte: Comunicação e educação numa perspectiva dialógica, crítica e reflexiva - G9

Paper apresentado no III Seminário Internacional Latino-Americano de Pesquisa da Comunicação - 12 a 14 de maio de 2005; Leia a apresentação completa clicando aqui; PS.: Caso peça usuário e senha, acesse como visitante.

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Gustavo Barreto
Estudante de Comunicação Social e Editor da Revista Consciência.net
Universidade do Rio de Janeiro e Consciência.net
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Lógica da privatização no setor energético deixa quatro milhões de brasileiros nas mãos da iniciativa privada e transforma investimentos públicos de ambos os países em lucros do grupo francês EDF, controlador das fornecedoras Light e Norte Fluminense.

Fonte: "O ano da França no Brasil"
 
 

Aula Virtual e Democracia
boletim 10, ano 2maio de 2005
Jornalista responsável: Cláudio Júlio Tognolli (cjt)
Edição: Raquel Moraes e Gustavo Barreto
 
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