| Rápidas
Locomotiva. A Polícia
Federal do Rio faz nova operação no início do mês
que vem. Só não dá para adiantar em que área
para não corrermos o risco de deixar de ver cenas como aquela do
corrupto preso em trajes íntimos. (o dia, 22/11/2004)
Coincidência. O
chefe da Informática do TRE foi um dos responsáveis pela
auditoria sobre a denúncia de fraude nas últimas eleições.
Logo ele que é investigado pela Polícia Federal, suspeito
de integrar esquema de fraude em 2002. (o dia, 22/11/2004)
Dia 31/10/2003. A Polícia
Federal pediu ao Tribunal Regional Eleitoral que lhes envie o disquete,
com dados em código, das eleições de 2002 para deputados
estaduais no Rio. Perícia vai identificar se houve fraude de contagem
de votos. Guilherme Travassos, professor da UFRJ, elogia o sistema das
urnas. (jb, pág. 1 e A2)
Dia 30/10/2003. O Tribunal
Regional Eleitoral do Rio admitiu, ontem, ter havido falha no sistema que
divulgou a apuração dos votos para deputados estaduais nas
eleições do ao passado. O TRE se isenta de responsabilidade
pelo problema no programa de divulgação.
O secretário de Informática
do TRE, André Araújo, explicou que os dados oficiais da apuração
são transmitidos por linhas seguras ao TSE. André disse ainda
que foi criado um sistema de divulgação para atender à
demanda dos partidos, provedores da internet e imprensa. "Neste sistema
houve um problema técnico, reconhecido pelo tribunal."
André lembrou que o telão
instalado no TRE foi desligado depois de constatada a diferença
dos dados. Na época, não houve qualquer iniciativa para apurar
a razão das falhas. "Não foi investigado porque o que vale
é a totalização e não houve reclamação
formal de nenhum partido." Um especialista em segurança informática
e fiscal do PDT nas eleições sugere uma auditoria dos sistemas.
(jb, pág. 1 e A2)
Dia 29/10/2003. A Polícia
Federal do Rio de Janeiro abriu inquérito para apurar denúncia
de uma suposta fraude nas eleições para deputado estadual
no ano passado. O candidato derrotado Ronaldo Antonio da Silva entregou
à polícia cópias de relatórios parciais de
apuração e fitas com gravações telefônicas.
Nos boletins do Tribunal Regional Eleitoral, quando haviam sido apurados
65% do total, alguns candidatos aparecem com mais votos do que registram
os relatórios finais.
Na fita entregue por Ronaldo,
um interlocutor lhe oferece votos por R$ 10. O deputado Noel de Carvalho
confirma ter recebido oferta semelhante. "Conheço dezenas de histórias
na Assembléia, onde três ou quatro parlamentares me disseram
ter sido procurados por quem oferecia votos", contou Noel. A investigação
foi aberta em setembro, a pedido do Ministério Público Eleitoral.
(jb, pág. 1 e A2)
PF investiga denúncia
de fraude no Rio
O
Globo, 29 de outubro, 2003
A Polícia
Federal investiga desde julho denúncia de fraude nas eleições
para deputado estadual no Estado do Rio, como mostrou reportagem da Rádio
CBN. O inquérito foi aberto pela Delegacia de Defesa Institucional
a pedido do Ministério Público Eleitoral, a partir de denúncias
feitas pelo candidato derrotado Ronaldo Antônio da Silva. Ronaldo,
que disse à PF ser jornalista, apresentou cópias de listas
de votação que seriam da Justiça Eleitoral mostrando
que alguns candidatos, durante a apuração, chegaram a ter
mais votos em boletins parciais do que no fim da apuração.
Ele também apresentou uma gravação em disquete na
qual conversa com um homem que teria prometido vender votos por R$ 10 cada.
Ronaldo,
que concorreu pelo PTdoB, afirmou ontem, em entrevista à CBN, que
a lista foi entregue por um funcionário da Justiça Eleitoral
a um grupo de candidatos derrotados.
— Depois
que conseguimos o documento para fazer uma vistoria nas urnas de todo o
estado, e estávamos fazendo isso, funcionários daqueles locais
onde fomos começaram a nos dizer que poderia ter acontecido alguma
coisa. Uma equipe fez um levantamento e fomos surpreendidos por um telefonema
dizendo que queriam ter uma reunião. Um funcionário do TRE
apareceu com um CD criptografado que mostrava votos nossos que não
foram registrados. Na época fomos ao Ministério Público,
conversamos com o procurador Antônio Carlos Martins Soares, e alguns
candidatos tomaram a posição de entrar com processo na Polícia
Federal — contou o candidato à CBN.
A lista
apresentada por Ronaldo mostra que Ronaldo Lessa, candidato do PTdoB, por
exemplo, teria chegado a ter 33.201 votos na lista com 65% dos votos apurados
e que, no fim, teve apenas 1.731 votos. A vereadora Verônica Costa
também teria aparecido com 21.413 votos e, no resultado final, com
15.066.
Segundo
Ronaldo, o CD entregue pelo funcionário da Justiça Eleitoral
do Rio está com o setor de inteligência do Comando Militar
do Leste.
O presidente
do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, Álvaro Mayrink
da Costa, divulgou nota dizendo que o órgão vai aguardar
o resultado das investigações da PF. “Reafirmamos nossa confiança
no sistema eleitoral”, diz a nota.
O líder
do governo na Alerj, deputado Noel de Carvalho (PMDB), que ficou como primeiro
suplente do PSB na eleição, assumindo a vaga na Alerj do
secretário de Esportes, Chiquinho da Mangueira, disse que não
estranha a denúncia. Ele disse que antes da eleição
chegou a ser procurado por duas pessoas que diziam poder inflar seus votos
com o que ele chamou de milagres. “Ouvi falar desse esquema”, diz líder
do governo na Alerj.
Noel disse
que não teve contato direto com os supostos fraudadores e sim com
intermediários. Ele contou que tentou obter mais dados para denunciar,
mas não conseguiu.
— Não
estiquei muito a conversar, mas ouvi falar neste tipo de esquema. Eles
mandavam recado por uma rede de pessoas e nunca diziam quem eram — disse
Noel, que disputou a eleição pelo PSB.
O deputado
Carlos Minc (PT) disse que, caso sejam comprovadas as denúncias,
vai pedir abertura de CPI na Alerj e que o partido vai fazer uma representação
pedindo informações à PF e ao TRE sobre o caso.
Ex-candidato
revela como aconteceu o suposto encolhimento dos votos nas eleições
de 2002 no Rio
CBN,
29 de outubro, 2003
Outro
ex-candidato a deputado estadual, ouvido com exclusividade pela reportagem
CBN, se disse prejudicado no suposto esquema de fraude nas eleições
do Rio de Janeiro. Ivan Fernandes foi um dos candidatos que tiveram menos
votos no resultado final do TRE do Rio de Janeiro do que nos documentos
que mostram 65% da apuração realizados, que estão
em poder da Polícia Federal.
Sua trajetória
na apuração aconteceu da seguinte forma: transcorridos 7,71%,
ele tinha 1.619 votos. Com 48%, o candidato do PT do B estava com 17.993.
Fernandes tinha 20.365 votos com 65% do eleitorado. Com a totalização,
Fernandes passou para 15.066 votos, ou seja, 5.299 a menos. O ministro
da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, afirmou ter tomado conhecimento
do caso e pediu que a Polícia Federal o mantenha informado sobre
as investigações.
Entrevista
com Ivan Fernandes, candidato do PTdoB nas eleições de 2002
no Rio |