| América
Latina contra a ALCA
Os ministros da economia negociam em Miami a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Por isto, mulheres e homens em todos os países da América estão nas ruas para dizer que não aceitam acordos que só são vantajosos para as transnacionais dos Estados Unidos. A Alca transformaria toda a América Latina em quintal dos Estados Unidos (EUA) que não teriam limites para explorar nossas riquezas e interferir no nosso destino. Por isto, cresce a resistência. Em 2002, realizamos um plebiscito popular com mais de 10 milhões de votos dizendo não ao acordo. A pressão dos EUA é imensa. Quando o governo brasileiro questionou as ambições dos EUA na OMC e na Alca, a Veja – principal revista norte-americana no Brasil – e outros setores ligados aos EUA iniciaram uma descarada campanha atacando o governo por não ser covarde quanto à defesa dos interesses do Brasil. Queremos não apenas que o governo se oponha às pressões de Bush, mas que se apóie no povo e convoque um plebiscito para que decidamos democraticamente nosso destino. Queremos a unidade, a solidariedade e o direito do povo de participar nas decisões que afetarão nosso continente. Queremos uma outra integração, onde o comércio não seja vantajoso só para poucos e maléfico para milhões. Não aos acordos com o FMI! Mesmo não sendo obrigado o Brasil está em vias de assinar novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Tais acordos obrigam, no geral, a que o governo, em vez de usar o dinheiro dos impostos para desenvolver o país e gerar empregos, remeta o fruto do nosso suor para pagar juros aos banqueiros e especuladores. Este ano, mais de R$ 89 bilhões foram para o pagamento das dívidas. Um novo acordo impediria o crescimento do Brasil, gerando mais desemprego e exclusão. Com este dinheiro o Brasil poderia:
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