Novamente o Efeito Orloff
Didymo Borges, 22 de junho, 2003

A recomendação do FMI para que a Argentina siga o modelo brasileiro dá margem para duas conclusões importantes. A primeira é que, depois  de seis meses de governo petista, a confiança no governo por parte das autoridades do Fundo tornou-se total. A segunda é que foram bem sucedidos os esforços do governo Lula da Silva para quebrar as suspeitas de que iria chutar o pau do barraco.

Dissipadas estas suspeitas os sucessos do governo petista em manter a taxa de câmbio em queda permanente bem como o êxito no controle da inflação que permitiu a baixa da taxa de juros na última reunião do Conselho de Política Monetária (COPOM) conferem crédito ao modelo brasileiro.

Muito importante é que aos poucos o governo de Lula da Silva está revertendo as tenebrosas perspectivas do período de generalizada corrupção incompetência e estagnação econômica do governo FHC. Este crédito se traduz na opinião do diretor-gerente do FMI Horst Köhler expressa em entrevista publicada pelo jornal argentino "El Clarin".

É o retorno do "efeito Orloff": o Brasil (ou a Argentina) é hoje o que a Argentina (ou o Brasil) será amanhã.


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