Proposta do Ministério
Público: o fim do cigarro
CartaCapital, 18 de outubro, 2003. Procurador da República propõe ação contra a fabricação e a venda de tabaco no Brasil.
Polêmico, Barbosa admite que enfrentará dificuldades, mas “se o Ministério Público não servir para isso, não servirá para nada. É melhor extingui-lo”. Na pequena sala de Barbosa, uma decoração inusitada: um enorme cocar (explicado pela origem amazonense), uma prancha de surfe, um skate, estatuetas de Dom Quixote e Sancho Pança e a miniatura de um saxofone. Além do gosto pela literatura, o procurador dedica-se nas horas vagas a aulas de teatro e a um livro sobre a história do Direito. A CartaCapital, Barbosa explica o motivo que o levou a entrar com a ação. CartaCapital: O senhor
não tem medo de que o considerem um maluco ao proibir o fim do cigarro?
A Lei de Entorpecentes, de 1976, proíbe qualquer substância que cause dependência. No entanto, o Ministério da Saúde coloca nas carteiras de cigarro que a nicotina causa dependência e permite a sua venda. Para que o Estado existe? Não é para preservar a vida dos seus súditos? Ou é para permitir a venda de algo que vai causar a morte? CC: O senhor não
acha que a proibição aumentaria o problema do contrabando
de cigarros no Brasil?
CC: O senhor fuma ou já
fumou? É do tipo que patrulha os fumantes?
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