Direto do Laboratório, os novos rumos da atual música de protesto brasileira
Paula Gablima, 27 de agosto, 2003

Os tanques militares não estão mais nas ruas, no lugar deles as viaturas. A censura já não existe mais, mesmo assim a classe oprimida não consegue dizer o que quer. O canto que chegava às ruas pelas brechas dos censores exaltava o dia de amanhã, um "outro dia". Protestava e entrava na história brasileira, o poder da música como expressão popular.

Hoje, trinta e cinco anos depois, a imagem da música brasileira de protesto mudou. Vivemos a ditadura da violência, mais mascarada do que podemos imaginar. Discutida e ignorada, um dualismo que marca os grandes centros do país.

É nesse cenário que emergem as atuais músicas de protesto e o Rap ganha força, conquistando gravadoras e vendendo milhões de discos. No entanto, uma nova geração do Hip Hop vem mudar um jeito já definido de se fazer Rap, que tem um discurso "de dentro da periferia" com rimas muitas vezes virulentas.

O novo estilo une no ritmo e na poesia, o amplo universo da cultura pop, que inclui do videogame ao vencedor do último Oscar. Marco dessa nova geração é o lançamento de "Direto do Laboratório", coletânea lançada pela gravadora Trama, com músicas que lembram o trabalho de rappers como Black Alien, Speed e Marcelo D2 (um rap bem melhor de se ouvir).

Participam dos CDs, os grupos Ascendência Mista, Rua de Baixo, Quinto Andar, Mzuri Sana, SP Funk, Conseqüência, Max B., Elo da Corrente, Projeto Manada, Potencial 3, Mamelo Sound System, Ciência Rimática e Paulo Napoli.

"Alquimistas" que vêm tornar o ritmo que é jamaicano, mais brasileiro e com a cara da nossa realidade.

Paula Gablima [[email protected]]


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