| "Petêcracia" e a luta anticorrupção
Didymo Borges, 5 de setembro, 2003 A dificuldade que tem o PT para compor a sua equipe de governo é a desconfiança do que restou do desastrado governo FHC. Os vícios haviam durante o período de leniência com a corrupção que atingiu todos os quadrantes do governo federal e se espraiou para o Poder Judiciário e para o Poder Legislativo. Não foi de outra forma que foi dado um "golpe branco" para que FHC ficasse por dois mandatos consecutivos no governo quebrando a tradição republicana que impedia a reeleição. As muitas denúncias, as muitas constatações e a impunidade generalizada tornam suspeita toda estrutura administrativa que foi montada no governo FHC para ser funcional com a incúria, com a especulação financeira e o descompromisso com a defesa e a preservação do patrimônio público que acabou sendo vendido em processos de privatização eivados de vícios, a chamada "privataria". Tal é o clima que o PT encontrou para compor sua equipe de governo. A síndrome "FHC-Malanista"
Não há motivos para maus agouros quanto a evolução da economia brasileira daqui para o próximo ano. A inflação está contida, a taxa cambial favorável ocasionando a baixa de preços de produtos com insumos importados como, por exemplo, os artigos de informática. (Um HD de 20 Gb que no fim do ano passado era vendido por quase R$300,00 agora pode ser adquirido por R$225,000). Mas não devemos esquecer que em economia não existe milagres. Depois do desastre dos oito anos de política recessiva com FHC/Malan não poderíamos esperar senão dificuldades para reverter as tendências. Afinal, quem planta ventos colhe tempestades, e a tempestade que estamos enfrentando foi plantada há muito tempo atrás. Felizmente existem sinais de gradual recuperação da economia já neste segundo semestre. O Brasil não pode continuar sofrendo a síndrome " fhc-malanista".
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