Um animal jogou outro na prefeita
Didymo Borges, 13 de agosto, 2003

Foi de extremo mau gosto a  agressão sofrida pela prefeita Marta Suplicy na solenidade comemorativa do aniversário da fundação dos cursos jurídicos da Faculdade de Direito do Recife (quando foi fundado o curso de direito da Universidade Federal  de Pernambuco funcionava em Olinda) e da Faculdade de Direito de São Paulo  em 11 de agosto de 1827. Ao atirar uma galinha na prefeita o estudante tencionava ofendê-la por sua vida sentimental privada com a qual nada temos a ver. A vida privada da prefeita é sagrada. Além disso, utilizar um animal para agredir é crime previsto no código penal (crueldade com animais).

Claro que os inconseqüentes estudantes eram filhinhos de papai que encontram nas instituições públicas de ensino superior um meio para  completar a sua educação, uma educação que no caso do estudante que atirou a galinha está ainda muito longe de ser atingida em nível dito civilizado.

A grande resposta está no povo, nas ruas. As pesquisas revelam que a prefeita tem amplo respaldo da população paulistana mais humilde e continua na frente das preferências dos eleitores para obter sua reeleição. Afinal, o povo paulistano não vai querer o retorno da "desbragada" corrupção na Prefeitura das duas últimas administrações municipais. Entre a corrupção e as taxas da "Martaxa" é muito melhor a Martaxa que apesar das precárias condições financeiras da Prefeitura está dando nova feição à capital paulista.

Didymo Borges é professor de Economia aposentado.


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