| Aprovação pessoal do
presidente continua elevada
Didymo Borges, 27 de agosto, 2003 Havia generalizada expectativa de que o desgaste do governo e do próprio presidente Lula da Silva como resultado das negociações para a reforma da previdência seria muito grande. Um fato significativo foi a decisão judicial que impediu a divulgação de mensagens na imprensa em que o governo esclarecia sobre os propósitos desta reforma. Por outro lado não foi impedida a divulgação de mensagens de sindicatos e associações de funcionários públicos manifestando repúdio aos itens da reforma que cancelam privilégios. Ficou, então, uma situação desvantajosa para o governo que não tinha suas mensagens esclarecedoras divulgadas na televisão, no rádio e nos jornais enquanto os funcionários públicos tiveram as suas divulgadas detratando o governo e a sua proposta de reforma da previdência social. Assim sendo, os resultados da pesquisa da Sensus, encomendada pela CNT e divulgadas ontem devem ser comemoradas pelo governo. De acordo com a pesquisa a aprovação do desempenho pessoal do presidente continua elevada (76,7% para apenas 16,2% que o reprovam) enquanto subiu a aprovação do governo, que se esperava desgastado após a aprovação da reforma da previdência de 43,6% em julho para 48,3% em agosto. Estes resultados são tanto mais significativos considerando-se que durante o governo FHC a reforma da previdência não foi levada a cabo por se temer o enorme desgaste resultante das negociações e tramitação no Congresso Nacional de reformulações que necessariamente feririam os interesses dos funcionários públicos desencadeando reações corporativas. Didymo Borges é professor de Economia aposentado.
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