| MST constrói universidade em
SP
Terra, 27 de julho, 2003 O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) prepara para 2005 a inauguração do seu principal centro de formação de sem-terra, uma espécie de universidade que custará cerca de R$ 7 milhões. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, integrantes do movimento constróem, em mutirão, há três anos, as instalações da universidade em Guararema, a 80 quilômetros de São Paulo. No espaço, que ocupará cerca 6 mil dos quase 60 mil metros quadrados do terreno de propriedade dos sem-terra, já estão construídos a casa principal - com refeitório, uma cozinha industrial e um escritório - e quatro alojamentos. No total, serão oito alojamentos para estudantes, com capacidade total para 400 alunos. Está sendo erguido também o prédio que comportará a biblioteca, as salas de aula e os laboratórios do centro de formação. Conforme a Folha, o coordenador da obra, o sem-terra José Eduardo Gomes de Moraes, disse que a universidade poderá ser chada de Escola Nacional Florestan Fernandes. O principal financiador da obra é a União Européia, e o projeto da "universidade" foi enviado à UE pela ONG católica alemã Càritas. A UE financia 45,05% do projeto e a Càritas, 13,63%. A ONG francesa Frères des Hommes (6,89%) e o MST (34,43%) também ajudam na obra. Vestibular específico
O vestibular da "Universidade do MST" será diferente dos habituais. De acordo com uma fonte ouvida pelo Diário, a escola fará um vestibular específico para trabalhadores rurais quando for inaugurada.
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