| Comércio internacional,
FMI e Banco Mundial
Stephen Byers [...] O Banco Mundial estima que a reformulação das regras de comércio internacional podem tirar 300 milhões de pessoas da pobreza. Reforma é essencial porque as regras do comércio internacional estão escritas contra os países mais pobres. As nações ricas podem estar preparadas para abrir seus mercados, mas elas mantém pesados subsídios. O que querem em troca é que os países em desenvolvimento abram também seus mercados domésticos. Assim, eles ficam vulneráveis às exportações subsidiadas do mundo desenvolvido. [...] Eu acreditava que os países em desenvolvimento deviam abraçar a liberalização do comércio. Isso queria dizer abrir seus mercados domésticos à competição internacional. O raciocínio por trás disso era que a disciplina do mercado resolveria problemas de baixa performance e uma economia forte surgiria, como resultado, e os pobres sairiam beneficiados. Esta continua sendo a posição do FMI e do Banco Mundial e é refletida no sistema de incentivos e penalidades que eles incorporam nos seus acordos de empréstimos. Mas a minha opinião mudou. Hoje, acredito que esta visão é errada. Desde que deixei o ministério há um ano, tive a oportunidade de observar com meus próprios olhos as conseqüências desta política comercial. Não mais sentado nos escritórios com ar condicionado, tenho me encontrado com fazendeiros e comunidades no outro lado. Stephen Byers era ministro do Comércio e da Indústria britânico até o ano passado. [19 de maio, 2003]
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