| Os terroristas
Laerte Braga, 19 maio 2003 A série de atentados terroristas praticados em países do Oriente Médio e, particularmente Israel, não diferem, em estupidez, dos atentados praticados pela Organização Casa Branca contra o Afeganistão, o Iraque, sem falar no campo de concentração de Guantánamo, onde toda a sorte de violações dos direitos humanos é praticada. A única diferença entre Bush e Bin Laden está nos objetivos; os meios são idênticos, ressalvado o fato que a Casa Branca é muito mais poderosa e eficiente que a Al Quaeda. Bin Laden é um fanático e Bush um espertalhão que, por conta do poder militar e econômico que controla, transformou e aperfeiçoou o terrorismo de estado, em favor dos “negócios”. Os atentados eram previsíveis, foram previstos aliás. E servem aos propósitos de Bush, como caem como luva para o nazi-fascismo expansionista de Ariel Sharon, o principal aliado de Bush na região. Terrorismo, além de doença, a partir de Bush, é “negócio”. O operador do terrorismo na Casa Branca disse que o Iraque pode abandonar a OPEP. Decisão típica de invasor, ocupante, ignorando direitos elementares do povo iraquiano sobre o petróleo em seu território. A farsa da guerra por “justiça infinita”, “liberdade duradoura”, vai se mostrando cada dia mais clara, precisa, matemática. É puro “choque e pavor”. O homem agora vai cuidar da reeleição e cada momento propício vai ser aproveitado. Cogitam, inclusive, de pedir emprestado ou comprar a tecnologia das urnas eletrônicas brasileiras. A lambança da fraude ocorrida em Miami, num dos distritos daquela cidade, toma ares de tecnologia de ponta, avanço, etc, etc e assegura mais quatro anos de terrorismo no governo dos Estados Unidos. As perspectivas para o século XXI, pelo menos nesse início, mostram-se as piores possíveis. São figuras menores que conseguem produzir fatos, controlar governos e aterrorizar a humanidade com ambições e “negócios” sujos e violentos. Como se não bastasse, o governo chinês foge dos próprios erros, no caso do controle da SARS, ameaçando fuzilar quem desrespeitar regras de quarentena. O segundo período do terrorismo norte-americano, mais quatro anos para Bush, serviria para consolidar as conquistas do primeiro e uma espécie de ajuste de contas com o resto dos países do mundo que se atrevem a desafiar o poder da águia. A América Latina, no caso da ALCA, principalmente. Não existe plano de paz que dê jeito na situação do Oriente Médio, que termine os massacres genocidas contra o povo palestino, enquanto existirem governos sob a batuta de gente como Bush, ou Sharon, além das ditaduras de sultões, etc, etc, nos países árabes. Nem a paz e nem o estado Palestino interessam a nenhum deles. Pura retórica. Tirando os saldos das contas em bancos no estrangeiro, a preocupação dessa gente é com a própria segurança e a perpetuação do poder familiar, de grupos, dos donos. É o exemplo típico da Síria: sai Assad, entra Assad filho e assim por diante. O partido Baath, apresentado ao mundo como quinta-essência do banditismo, do terrorismo, comum a vários países árabes, ou de maioria muçulmana, foi a primeira tentativa de criar estados laicos, desvinculados da religião e levar o mínimo de progresso e justiça social àqueles povos. Saddam Hussein foi produto dos interesses norte-americanos, enquanto se prestou a tanto. Como é Mubarak, ou os reis e príncipes sauditas. Nesse momento, o presidente
do Irã, o aiatolá Kathamy, é a voz sensata e corajosa
dos povos islâmicos. É a única voz calçada em
milhões de votos. Os outros são famílias mafiosas
negociando com terroristas. Lá e cá. De um lado e outro.
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