| 7 maio 2003
Comissão discutirá política para o audiovisual A Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Câmara realizará audiência pública para discutir a política nacional do cinema e do audiovisual. Requerimento nesse sentido, dos deputados Chico Alencar (PT-RJ) e Paulo Rubem (PT-PE), foi aprovado ontem pelo colegiado. Serão convidados o secretário nacional do Audiovisual, Orlando Senna, o presidente da Agência Nacional do Cinema, Gustavo Dahl, e a presidente do Congresso Brasileiro de Cinema, Assunção Hernandez. Segundo Chico Alencar, é importante democratizar tanto a concessão de patrocínios quanto o acesso do grande público às obras culturais. "A política do governo deve provocar o fim das 'panelinhas' e popularizar a produção cultural. Isso não tem nada de dirigismo", salientou o deputado. O debate será iniciado no próximo dia 14, quando a comissão receberá o ministro da Cultura, Gilberto Gil, que apresentará aos deputados a política cultural do Ministério. [Informes]
5 maio 2003 Política cultural causa polêmica Gustavo Barreto, com Globo On, CBN e Brasil.gov.br Certo ou errado, Cacá Diegues levantou a poeira com sua entrevista ao jornal O Globo, no sábado (3). O debate está apenas começando. Diálogo. Ontem o deputado Chico Alencar (PT-RJ), titular da Comissão de Cultura da Câmara, disse que o diálogo vai se afinar: "Intermediei encontro de um grupo de cineastas com o presidente do partido, José Genoíno, há dez dias. O resultado foi muito positivo. Para esta semana, já está previsto um novo encontro entre representantes da categoria e o Secretário de Comunicação do Governo, Luiz Gushiken. Nosso “japa” falou comigo terça-feira, demonstrando preocupação e interesse no assunto". Ponderação. Alencar concorda com Cacá em vários pontos, mas apresenta ressalvas: "Considero as críticas a um suposto controle político-social do financiamento de empreendimentos culturais naturais e procedentes. Mas a sagrada liberdade artística não pode significar descuido com recursos públicos. Sugerir sensibilidade social, em termos gerais, e atenção com o nacional e popular, também é bom, se não for impositivo ou condicionante. Controle sobre gastos governamentais, no sentido de garantir começo, meio e fim dos projetos e sua massificação, é imperativo da ética republicana. Não se deve confundir zelo pela gestão com liberdade de criação". [Globo, aqui] Luiz Carlos Barreto. Em entrevista à CBN, o cineasta Luiz Carlos Barreto reforçou as críticas da classe artística à condução da política cultural no Governo federal. Segundo Barreto, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República está invadindo uma área do Ministério da Cultura ao baixar normas inadequadas que estabalecem um dirigismo temático, que nunca foi saudável para a arte. Para Barreto, a arte é progressista e deve ser livre e espontânea. O cineasta defende a implantação do programa cultural apresentado ano passado pelo PT, no Rio de Janeiro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então candidato, e aplaudido pela classe artística. [CBN, aqui] Leia o documento
que deu origem à discussão.
7 de maio de 2003 Esfriada Reunião realizada ontem à tarde no Rio calou as queixas de alguns cineastas insatisfeitos com o ensaio de uma nova politica de patrocínio cultural sugerida pelo Governo. Na verdade, apesar do grande barulho na mídia, as regras não eram bem as que foram divulgadas por algumas estatais. O chefe da Secretária de Comunicação do Governo e Gestão Estratégica informou que vai pedir às estatais que retirem dos seus sites as regras publicadas "até que um novo modelo seja definido". Também participou do encontro o Ministro da Cultura, Gilberto Gil.
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